Atletas

Lewis Hamilton, Super Bowl e o caminho que a F1 deveria seguir

Para Hamilton, modelo norte-americano de entretenimento é a principal saída para a categoria se manter atrativa

27 dez, 2016

Por Eduardo Esteves

 

Contra uma estagnação da audiência e uma base de fãs cada vez mais envelhecida, a F1 deverá viver novos tempos em breve. Tudo por conta de sua aquisição por parte do grupo de comunicação norte-americano Liberty Media, que já deixou claro que irá colocar em prática o conceito de entretenimento ao antiquado modelo atual da categoria.

Neste sentido, um dos principais nomes do automobilismo mundial, Lewis Hamilton, tratou de deixar um recado aos novos donos do espetáculo. De acordo com o piloto, a F1 deve se espelhar no trabalho que a NFL desenvolve há muitos anos com o Super Bowl. Para Hamilton, inserir shows, espetáculos e outros tipos de eventos dentro do final de semana de um GP seria muito mais convidativo aos fãs.

Mostrando que entende do assunto, no GP do Japão deste ano, o piloto britânico já havia reclamado do formato da coletiva de imprensa. Para ele, ela era “chata” e deveria contar com um maior envolvimento dos fãs, principais responsáveis pela F1 ainda se manter viva.

Na última temporada, o próprio GP dos Estados Unidos, realizado em Austin, já deu mostras que o modelo ao qual o piloto citou será ativado. Os cantores Taylor Swift e Usher agitaram o público que esteve no Circuit of The Americas durante o final de semana da prova. Chase Carey, que se tornou presidente da F1 após a aquisição da Liberty, afirmou que o mercado norte-americano é, de fato, uma grande oportunidade para a categoria crescer.

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