Redes Sociais

YouTube, Facebook e o streaming: a confusão do Atletiba em números

Números obtidos nas plataformas mostra a força do streaming e como a liberação desta frente dos contratos fechados é de suma importância

21 fev, 2017

Por Eduardo Esteves

 

A confusão que envolveu a não-realização do Atletiba no último domingo, que marcaria a primeira transmissão do futebol brasileiro envolvendo um jogo oficial através do YouTube, está longe de terminar.

A Federação Paranaense de Futebol, principal culpada pelo cancelamento da partida alegando que profissionais da empresa contratada para fazer a cobertura online não estavam credenciados, tentou remarcar a partida para a quarta-feira de cinzas, no próximo 1º de março. Tentou. Atlético-PR e Coritiba já afirmaram que não mudarão a programação referente ao carnaval e não entrarão em campo.

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Enquanto a Globo nega interferência no cancelamento, os números da transmissão (ou pelo menos do pré-jogo e sua consequente confusão) mostram que esse grito de independência pode ser sim uma tendência e potenciais patrocinadores poderão ver com bons olhos esta nova via de exposição.

 

Enquanto cada canal oficial de Atlético-PR e Coritiba no YouTube ganhou entre 15 mil e 20 mil novos inscritos, as transmissões na plataforma bateram 334 mil e 193 mil visualizações, respectivamente. Já sobre o sinal disponibilizado através de ambas fan pages, a do CAP bateu 1.2 milhão, enquanto a do Coxa registra 773 mil visualizações.

Claro que a confusão que tomou uma proporção nacional foi fundamental para o incremento dos números, já que torcedores espalhados pelo país correram para os perfis em busca das imagens desta confusão/vergonha que presenciamos no último domingo. Ainda assim, a audiência mostra que o consumo streaming pode ser sim uma realidade em nosso futebol e que tirá-lo dos contratos fechados com gigantes de mídia se faz necessário para que possamos evoluir.

O mais importante de tudo é que, apesar da confusão e da interferência da Federação, Atlético-PR e Coritiba seguem com a intenção de promover esta nova forma de transmissão e que poderá se popularizar rapidamente. Como dica aos “poderosos” do nosso futebol que impedem esta evolução: a NBB tem muito a nos ensinar.