Indústria

Em prol da diversidade, Nike se posiciona contra Donald Trump

Embaixador da marca, somali Mo Farah divulga comunicado contra as atitudes do novo presidente

1 fev, 2017

“A Nike acredita em um mundo onde todo mundo celebra o poder da diversidade”. Foi com esta frase que o presidente-executivo da Nike, Mark Parker, sintetizou o posicionamento da empresa em relação aos atos de Donald Trump, que proibiu temporariamente a entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana (Síria, Iraque, Irã, Sudão, Somália, Iêmen e Líbia) nos Estados Unidos.

O comunicado foi enviado a todos os funcionários da Nike durante o último final de semana, algo raro de acontecer. Entre as gigantes do mercado norte-americano, Google, Microsoft e Intel também já se posicionaram publicamente contra o novo presidente, alegando que centenas dos seus funcionários seriam prejudicados.

Funcionários da Nike se recusaram a dizer se alguns deles estão sujeitos à proibição ou quais atitudes a empresa tomará internamente visando protegê-los.Entre seus embaixadores, Mo Farah, somali que corre pelo Reino Unido mas vive em Oregon, cidade sede da Nike, por conta dos seus treinamentos, se posicionou através de sua fan page afirmando que “a Rainha da Inglaterra fez dele um Cavaleiro e Trump faz dele um extraterrestre”. Farah afirmou ainda que teme em não ver mais sua família pelo presidente ter “introduzido uma política de ignorância e preconceito”.

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