Indústria

Forte concorrência leva Adidas a encerrar sua divisão ‘wearable fitness’

Marca não desenvolverá novos produtos e tecnologias para o setor. Parcerias com players podem ser fechadas em 2018

19 dez, 2017

Inegavelmente a Adidas vive um novo momento na indústria. Hoje, a marca tem concentrado seus esforços de comunicação no digital e já declarou que deixará de investir em publicidade na Tv. Os desdobramentos deste posicionamento já podem ser vistos em suas mais recentes campanha, que embarca em influenciadores e aborda o público feminino. Na última semana, uma outra notícia agitou o mercado.

A anunciou que encerrará as atividades de sua unidade Digital Sports, divisão de negócios responsável pelos chamados Fitness trackers e outros produtos portáteis (wearables). A decisão foi tomada para que ela possa focar seus esforços no âmbito digital e também pelo alto nível de concorrência entre os players, como os gigantes Fitbit, Garmin e Apple Watch, além de produtos da Under Armour e Nike.

Esta decisão significará que 74 profissionais deverão ser realocados internamente ou até mesmo terão que deixar a empresa. Stacey Burr, vice-presidente de portáteis esportivos da companhia afirmou que “não vamos ver um novo relógio da Adidas para um tempo.”

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Haverá ainda uma mudança de approach em seus aplicativos voltados ao bem estar, como o Adidas AppRuntastic. A Adidas comprou a Runtastic em 2015 e desde então desenvolveu seu próprio serviço MiCoach para poder se concentrar na plataforma adquirida.

Importante destacar que a Adidas não fará mais investimentos internamente, ou seja, não partirá mais dela o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Portanto, parcerias com outras empresas do setor podem ser fechadas para 2018.

A Adidas está no segmento de wearable há aproximadamente 15 anos, período que lançou relógios, roupas inteligentes e até calçados “conectados”. Hoje, a marca tem cortado divisões pouco lucrativas para si, como de golfe e hóquei, e renovado parcerias de sucesso, como com os All Blacks. Se entre os calçados assumiu a segunda posição nos EUA, por outro lado, AC Milan e Schalke deixarão o portfólio da marca no futebol.

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