Indústria

Nike fecha primeiro semestre fiscal com queda nos lucros

Custos com demanda e o aumento dos canais de vendas diretas foram fundamentais para o negativo cenário

23 dez, 2017

A Nike apresentou seu balanço financeiro referente ao primeiro semestre fiscal com uma queda de 18% no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2016. Segundo a mesma, fatores como os custos com demanda e o aumento dos seus canais de vendas diretas foram fundamentais para o cenário adverso.

Entre maio e novembro, a marca fechou o período com um lucro líquido de US$ 1.7 bilhão. Já no faturamento de setembro a novembro, período que sofre forte impacto pela proximidade do Natal, o swoosh registrou US$ 17.6 milhões em vendas.

Sobre os custos de demanda citado no início da matéria, foram US$ 877 milhões, 15% a mais que o mesmo período dado os altos investimentos em marketing e publicidade. A Nike Direct, principal canal de venda direta da norte-americana, exigiu um incremento de 8% em novos recursos.

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Curiosamente, nos Estados Unidos as vendas desvalorizaram em 4% (cerca de US$ 7.4 bilhões). Já nos demais mercados, como Europa, Oriente Médio e África, as vendas cresceram 9%, alcançando quase US$ 4.5 bilhões. Na China, tida como região prioritária das gigantes, crescimento de 13% (US$ 2.3 bilhões). Por fim, na América Latina e Ásia-Pacífico, o aumento foi de 7% (US$ 2.5 bilhões).

No Brasil, já destacamos que a Nike perdeu a liderança para a Olympikus em vendas de calçados. Esta frente, por sua vez, é o carro-chefe da Nike e fechou o período com faturamento de US$ 10.5 bilhões. O vestuário também valorizou, batendo US$ 5.4 bilhões, aumento de 6% em relação ao ano anterior.