Patrocínio

Por valor maior, novo presidente do Santos não quer acordo com a Umbro

José Carlos Peres destacou ainda que negocia com a PUMA para a próxima temporada

21 dez, 2017

Novo presidente do Santos Futebol Clube, José Carlos Peres já deixou claro que não quer a Umbro como nova fornecedora de material esportivo do Peixe. Em entrevista à Folha de São Paulo, o mandatário afirmou que o acordo fechado pelo ex-presidente, Modesto Roma, não poderá ir adiante e já busca uma nova parceira para 2018.

“A Umbro já foi avisada disso. Vamos em busca de outro fornecedor de material. Os valores que foram assinados são irrisórios”, disse Peres.

A principal razão do presidente para não levar o acordo adiante é o baixo valor ofertado pela companhia inglesa, cerca de R$ 7 milhões por dois anos de contrato. Há ainda outro fator que poderá fazer com que o patrocínio não tenha validade. Pelo estatuto do clube, um acordo não poderia ter sido assinado antes de dois meses das eleições. Por outro lado, o documento do Santos, de acordo com Modesto Roma, faz referência apenas a vendas e compras de jogadores.

“O estatuto diz que o comitê de gestão não poderá comprometer receitas ordinárias ou extraordinárias no período superior ao seu mandato em benefício da sua gestão nem comprar, vender ou emprestar direito federativo de qualquer atleta profissional nos últimos três meses do seu mandato sem a prévia autorização do conselho deliberativo. Isso é o que diz o estatuto. É difícil administrar sem conhecer o básico do estatuto. É o artigo 91”, afirmou Modesto em entrevista recente à própria Folha.

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De acordo com Peres, o Peixe negocia com a PUMA para 2018. Enquanto aguarda uma definição, certo é que a empresa inglesa assume a camisa do Santos a partir de março de 2018, quando acaba o contrato atual com a Kappa. Em nota oficial, a Umbro se posicionou sobre o caso. “A Umbro desconhece a informação, pois não foi procurada oficialmente pelo clube. A empresa não comentará publicamente os valores acordados em respeito ao contrato, que prevê cláusula de confidencialidade”.

Já a PUMA desconhece qualquer negociação com o Santos e destaca que respeita contratos em vigência.