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Indústria

Especial | 4 inovações que já impactam a indústria do esporte em 2018

Frentes estão em franco crescendo na indústria e o esporte já vislumbra oportunidades ao explorá-las

22 jan, 2018 Escrito por MKT Esportivo

Por Eduardo Esteves

 

No competitivo mercado esportivo atual, é fundamental que os envolvidos estejam atentos ao que o mercado, como um todo, está oferecendo de novidades no campo das inovações. Um dos pontos mais positivos é que equipes e empresas estão trabalhando ativamente em conjunto para atender um consumidor que evolui em seu grau de exigência cada dia mais.

O objetivo deste conteúdo é mostrar que quatro frentes estão se destacando neste início de ano e o esporte já vislumbra oportunidades ao explorá-las. Se você acompanha o MKTEsportivo diariamente sabe que a maioria delas já foi destacada por aqui em outro momento e é fundamental que se crie este senso analítico de que são novidades que chegaram para ficar. Se não no esporte, mas em outros setores da sociedade e que pode valer a pena caso você não trabalhe no setor.

Internet das Coisas, Big DataAssistentes Virtuais e ChatBots são inovações que ganharão destaque ao longo de 2018. No nosso caso, muitos deles já sendo utilizadas e revertendo em relevantes resultados para os playersVamos aprofundar em cada uma delas? Bora!

 

Internet das Coisas (IoT) — Internet of Things

Se você não está familiarizado com o termo, Internet das Coisas trata-se de uma expansão de conectividade, onde diversos objetos estão conectados à internet indo além daqueles que já estão 100% consolidados na sociedade, como smartphones e computadores. Ao combinar estes sistemas, as empresas obtém para si valiosas informações que posteriormente são interpretadas e resultam em uma resposta ao mercado visando atender uma necessidade.

No esporte, este termo pode ser associado aos dispositivos “wearables”, que contemplam roupas e acessórios inteligentes que, em sua maioria, utilizam tecidos tecnológicos. Pelo lado das empresas, o objetivo é potencializar o desempenho dos consumidores (ou atletas) fazendo com que eles possam ter um detalhamento de suas atividades diárias. Há ainda outro objetivo: o de entregar novas experiências aos usuários. E em ambas frentes a Nike figura com dois cases interessantes: o Nike+ FuelBand e o NikeConnect nas camisas da NBA.

No primeiro caso, trata-se uma pulseira fitness que monitora e mede os movimentos diários de uma pessoa para motivá-la a ser mais “esportiva”. A métrica utilizada, chamada Nike Fuel, define quão ativo o usuário deseja ser com base em seu objetivo. O Nike+ FuelBand exibe uma série de 20 luzes de LED, do vermelho ao verde, que muda à medida que o usuário se aproxima da sua meta.

internet-das-coisas

Já a segunda tecnologia é baseada no uso do smartphone através do aplicativo NikeConnect, inserido nas etiquetas da NBA que já estão no varejo. Além do acesso a conteúdos exclusivos, como destaques, estatísticas e informações de equipe e jogador, ela oferece uma relevante base de dados para o swoosh entender o perfil do seu fã que consome o basquete.

De acordo com um estudo da Gartner, até 2020 cerca de 20.4 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em todo o mundo. Destaque para China, América do Norte e a Europa Ocidental, que estão impulsionando o uso de coisas conectadas entre a população. O segmento de consumo é o maior usuário de coisas conectadas. Vale ficar ligado!

Big Data

Entender o que o consumidor pensa e antecipar suas necessidades. De uma maneira bem simplificada, este é o trabalho do Big Data ao reunir diversos dados estruturados a respeito de determinado público. Para entender o seu uso aplicado ao esporte, participe da palestra ” Os desafios e tendências do marketing esportivo em 2018“. Por lá, abordei mais profundamente o conceito e também sua participação na indústria.

No Big Data, pouco importa a quantidade de informações obtidas, mas como empresas e clubes irão se utilizar das mesmas. De uma imersiva análise, surgem insights, produtos e serviços que atenderão as já citadas necessidades dos consumidores.

O conceito pode ser aplicado ao já citado Nike Fuel Band, por exemplo. Ou para a Amazon, que a partir das compras feitas em seu site conseguiu definir um padrão de consumo das pessoas ao cruzar as informações que agrega diariamente. E até uniu forças com o swoosh. Neste sentido, há ainda os atuais investimentos da gigante do varejo em streaming, com base nesta tendência mundial de consumo de conteúdo por demanda e através dos variados devices.

Ainda penso que o conceito é absolutamente inexplorado nos programas de sócio-torcedor, que seguem baseando seus esforços em e-mails de liberação de ingressos e chegada de novos parceiros para os clubes de vantagens. Uma simples pesquisa feita em Google Forms (gratuito, afinal) poderia render informações relevantes a serem revertidas em iniciativas personalizadas.

Assistentes Virtuais e ChatBots

Ainda que com atuações distintas, ambos buscam oferecer respostas as necessidades das pessoas. Os assistentes virtuais chegaram para ficar. Prova disso, são os esforços de Google e Amazon por participação neste mercado com o Google Assistance e Alexa, respectivamente.

Na Consumer Electronic Show (CES) 2018, principal feira de eletrônicos, a Google roubou a cena com seu produto, o que mostra que a gigante virá com força para dividir espaço com sua concorrente. No futebol, nós destacamos por aqui a pioneira iniciativa do Nantes na França ao utilizar o dispositivo para enviar conteúdo aos seus torcedores. No caso da Alexa, Arsenal e Liverpool já ativam a funcionalidade também para materiais exclusivos aos fãs.

nantes-google

No Brasil, uma pesquisa feita pela Cisco mostrou que setores como TI (67%), P&D (61%), Marketing (57%), Vendas (55%), Finanças (48%) e Recursos Humanos (40%) serão os mais beneficiados pela adoção de assistentes virtuais.

Já os Chatbots, softwares programados para simular uma conversa em linguagem natural com o usuário, também já figuram dentro do nosso mercado e devem ganhar ainda mais espaço ao longo do ano. Destaco três iniciativas envolvendo a tecnologia: LyonEl Shaarawy e Neymar Jr. Pelo lado do clube francês, ele utilizou no início da temporada para comercializar o maior número de lugares disponíveis do seu estádio. O chatbot, que pode ser por conversa de voz ou texto, destinava o torcedor para o setor do estádio que estivesse de acordo com sua preferência, característica e pretensão de investimento.

Já no caso dos atletas, ele é explorado para um relacionamento mais próximo a partir do envio de conteúdos e ofertas de seus produtos licenciados. Aos interessados, plataformas como Messenger e Telegram oferecem serviços do tipo. Para varejistas do esporte, o potencial é enorme.

 

Gostou desta matéria? Quer trocar uma ideia sobre ela ou até mesmo apontar outras inovações? Entre em contato comigo pelo e-mail [email protected]. Até lá!

 

Esse assunto faz parte da nossa palestra online 100% grátis sobre Os Desafios e Tendências do Marketing Esportivo para 2018.

Para ter acesso imediato e saber muito mais, acesse aqui ou na imagem abaixo.