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Redes Sociais

Especial | Por que o Manchester United chegou ao YouTube apenas em 2018?

Clube já havia desembarcado no Twitter muitos anos após o seu boom. Seria o United um atrasado digitalmente?

26 fev, 2018 Escrito por MKT Esportivo
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Por Eduardo Esteves

 

O ano era 2013. Enquanto praticamente todos os clubes da Premier League, e os demais gigantes da Europa, embarcavam na força do imediatismo do Twitter, o Manchester United baseava sua comunicação digital e relacionamento com seus fãs globais através do Facebook. Com quatro anos de atraso, uma vez que o ‘boom‘ do microblog ocorreu a partir de 2009, os Red Devils lançaram perfil apenas em julho daquele ano.

Entramos em 2018 e o formato vídeo chega para ser, enfim, o grande protagonista do cenário online. Vemos a acirrada disputa entre a rede de Mark Zuckerberg e Google pelos geradores de conteúdo, plataformas de conteúdo por demanda ganhando um espaço até então ocupado pelos canais a cabo e a venda de streaming figurando no topo do planejamento das principais ligas esportivas do mundo. Neste cenário de oportunidades, com um atraso absoluto, o Manchester United lançou o seu canal oficial no YouTube. Não, você não leu errado.

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Se ao chegar no Twitter o impacto foi imediato, com o clube batendo recorde de novos seguidores e alcançando 1 milhão rapidamente, no YouTube o sucesso tem repetido. Em 3 horas, 70 mil inscritos chegaram ao canal (hoje já são quase 400 mil). Na última quinta-feira (22), dia do lançamento, o United subiu inúmeros vídeos em um curtíssimo espaço de tempo, fazendo com que, além de se inscrever, o usuário pudesse consumir conteúdos logo em seguida.

A demora ao entrar no YouTube pode ser explicada por duas outras frentes exploradas pelo clube há bons anos: sua Tv oficial e aplicativo. No primeiro caso, o canal, lançado em 1998, está presente na grade dos maiores canais esportivos do Reino Unido e apresenta vídeos de bastidores, entrevistas, programas e destaques de partidas. Além disso, desde setembro passado,  os Red Devils lançaram um novo serviço de transmissão onde os assinantes poderão se inscrever sem ter que fechar um pacote com alguma operadora do país. Ou seja: o United converteu a MUTV em um aplicativo OTT (Over The Top: transmissor de conteúdo sem intermediário) por assinatura e podemos considerá-lo pronto para pegar sua parte em um mercado global que deve movimentar US$ 42 bilhões até 2019.

Já no caso do aplicativo de seu canal, há alguns meses ele contempla distribuição global. Tamanha importância que terá nos planos futuros do clube que um profissional ex-Yahoo foi contratado.

Ainda que figure atrás de Real Madrid e Barcelona em números gerais de redes sociais, o Manchester United é o único no mundo que possui a capacidade de se tornar sua própria mídia. E isso, além de reverter em ganhos expressivos de receitas e independência em relação ao conteúdo que gera aos seus milhares de fãs, abre espaço para o clube ser sim um “atrasado digitalmente”. Pura estratégia!

Portanto, com tamanha força audiovisual, era até então desnecessário abrir uma frente no YouTube para gerar conteúdos do tipo, uma vez que dificilmente a monetização a partir de views na plataforma faria diferença aos seus ganhos. Por outro lado, para nós, tornou-se obrigatório por uma questão de construção de marca. Mesmo fora do YouTube, o número de visualizações de conteúdos não-oficiais do clube na plataforma aumentou 60% esta temporada, sendo o europeu mais assistido por lá. Algo incrível!

“Surpreendentemente, mesmo sem um canal oficial de futebol, o Manchester United é o clube mais visto do mundo no YouTube”, revelou Tomos Grace, chefe de esportes do YouTube para Europa, Oriente Médio e África, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Aliando o crescimento deste formato, a importância dada pelos players ao uso do mesmo em prol do engajamento e a alta do consumo, ficou inviável que o gigante inglês permanecesse fora deste contexto, que como sabemos, crescerá ainda mais nos próximos anos.

 

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