Publicidade
Patrocínio

Em crise política, Confederação Brasileira de Handebol perde patrocínio do Banco do Brasil

Nos últimos dois anos, estatal investiu um total de R$ 15,5 milhões na confederação

12 abr, 2018 Escrito por MKT Esportivo

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) anunciou ontem que o Banco do Brasil deixará de figurar em seu portfólio de patrocinadores. O vínculo atual expira no próximo dia 30 de maio, mas a estatal já comunicou a entidade que não o renovará. A informação foi publicada inicialmente pela Veja e confirmada posteriormente pelo GloboEsporte.com.

Nos últimos dois anos, o banco investiu R$ 15.5 milhões na CBHb e, pela categoria que figurava, era a principal fonte de receita da modalidade. Agora, resta apenas os Correios, que diminuiu drasticamente o seu aporte e hoje injeta R$ 1.6 milhão por temporada. Além disso, a entidade conta também com R$ 2.5 milhões da Lei Agnelo Piva.

Se no ciclo dos Jogos Olímpicos Rio 2016 a modalidade recebeu em quatro anos investimentos que se aproximaram dos R$ 64 milhões, o quadriênio para Tóquio 2020 será de muita dificuldade financeira caso não encontre uma nova parceira máster. A notícia chega menos de uma semana após o afastamento do ex-presidente Manoel Luiz Oliveira, no poder por 28 anos, acusado de aplicações indevidas de R$ 21 milhões repassados pelo Ministério do Esporte por meio de um convênio.

Ainda que o Banco do Brasil tenha explicado que a decisão foi meramente estratégica para investir forte no vôlei e em circuitos de corridas de rua (que terá 16 etapas em 2018, o dobro de 2017), sabe-se que o conturbado momento político vivido pela Confederação foi o único motivador.

Para este ano, o handebol do país irá participar dos Jogos Sul-Americanos, em Cochabamba. O torneio garante presença nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. Este, por sua vez, classifica o campeão para os Jogos de Tóquio 2020. Portanto, será um momento de superação dentro de quadra.

 

Confira a nota divulgada pela CBHb:

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) recebeu, na tarde desta terça-feira, dia 10, por e-mail, um ofício que informava a decisão do Banco do Brasil de não continuar com as tratativas para a renovação do contrato de patrocínio com vigência até 30 de maio de 2018. O acordo daria continuidade à preparação das seleções brasileiras visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. 

O Banco do Brasil tem sido um importante apoiador do handebol brasileiro desde 2013. Esse apoio contribuiu para que o Brasil alcançasse seu principal resultado na história, o título mundial feminino, em 2013, e mantivesse todos os seus times competitivos internacionalmente.

A parceria possibilitou também o desenvolvimento da modalidade, o aumento das fases de treinamento das seleções adultas e de base e o apoio às seleções de handebol de areia, que se mantiveram no topo do ranking da IHF (Federação Internacional de Handebol). Permitiu, ainda, a criação do Torneio Quatro Nações, importante para a promoção e a divulgação da modalidade e da marca do Banco do Brasil por todo o país.

A CBHb lamenta muito o fim dessa parceria essencial para o handebol nacional. Sem o apoio do Banco do Brasil, a entidade terá de rever todo o seu planejamento, principalmente as ações relativas às seleções olímpicas. 

As equipes de base também serão afetadas. Neste ano, as seleções femininas júnior e juvenil têm em sua programação a disputa dos Mundiais de suas categorias, passo crucial para a formação das novas gerações.

Apesar de lamentar o fim da parceria, a CBHb só tem a agradecer ao Banco do Brasil o apoio dado ao handebol até aqui.