Indústria

Nos Estados Unidos, streaming da Copa do Mundo 2018 supera o Super Bowl

Ainda que esteja somente na primeira fase, os números de transmissão online já superaram em 40% a partida da NFL

20 jun, 2018

O mercado americano tem demonstrado força além da torcida de sua própria seleção. Sem os EUA em campo na Rússia, a audiência acaba ficando mais interessada no esporte em si do que na torcida pelo país. Prova disso é que as transmissões ao vivo via streaming da Copa do Mundo de 2018 quebraram o recorde que até então pertencia ao Super Bowl.

De acordo com dados coletados pela Conviva, ainda que esteja na primeira fase, os números de transmissão online já superaram em 40% a partida da NFL. O maior pico durante o torneio ocorreu no duelo entre Argentina x Islândia, com 7.7 milhões de visualizações simultâneas. Como comparativo, o pico anterior ocorreu durante o Super Bowl deste ano, com 5.5 milhões de espectadores.

A Conviva trabalha com medições de streaming de TV e atende muitos dos detentores de direitos da Copa, como Fox Telemundo, NBC, Hulu e Sky.

Já números divulgados pela BBC revelaram que a vitória da Inglaterra sobre a Tunísia na última segunda-feira foi acompanhada por três milhões de telespectadores através da sua plataforma de streaming iPlayer, tornando-a a maior audiência de um programa online da emissora britânica. O mesmo ocorreu com a Telemundo Deportes, que obteve o maior número de sua história durante o embate entre Alemanha e México com 1.1 milhão de telespectadores. A emissora já havia quebrado seu próprio recorde através do clássico entre Portugal x Espanha (939 mil).




Na Tv, as audiências têm sido positivas. Até agora, duas partidas passaram de 4 milhões de espectadores: Brasil x Suíça, na liderança, e México x Alemanha. Importante destacar que, apesar dos bons números apresentados, o americano sente falta da sua seleção em campo. Nas duas últimas Copas, a equipe rendeu audiências superiores a 10 milhões de pessoas em seus jogos.

Assunto de uma próxima matéria, os dados apresentados ratificam que vivemos no que os especialistas em neurociência chamam de “era da distração“. A Copa do Mundo da Rússia é considerada a mais multitelar da história. Segundo a Nielsen Neuroscience, atualmente, um jovem chega a trocar de um tipo de tela para outro até 27 vezes por hora, o que torna os telespectadores mais dispersos do que nunca. O desafio fica para as marcas, que precisam trabalhar insacavelmente para atrair a atenção deste público tão distraído.