Publicidade
Patrocínio

FIFA nega que chinesas suprem ausência das marcas ocidentais na Copa 2018

No Mundial disputado na Rússia, 35% da receita com patrocínios veio da China

9 jul, 2018 Escrito por MKT Esportivo

Ainda que você saiba que, na Copa do Mundo 2018, 35% da receita com patrocínios veio da China, a FIFA quis deixar claro que não se trata de uma maneira de suprir a saída de marcas ocidentais após a enxurrada de polêmicas que a entidade se viu envolvida após o fim do Mundial de 2014.

“Nós nunca falamos com ninguém nos dizendo ‘Sabe, vocês são tóxicos. Não queremos trabalhar com vocês’. É que a economia não foi tão boa, é um investimento pesado, e você teve uma mudança na economia mundial em que algumas empresas asiáticas, ou chinesas em particular, estão procurando o melhor vetor de comunicação para levar suas marcas ao mundo com uma pegada global”, declarou Philippe Le Floc’h, diretor comercial da FIFA, em entrevista à agência Reuters. “As empresas chinesas estão ansiosas para aprender e expandir, além de desenvolver o futebol na China, que é o que também queremos fazer”, completou.

Há quatro anos, gigantes como Castrol, Continental, Emirates, Johnson & Johnson e Sony deixaram de patrocinar a entidade. Pra piorar, das 34 cotas publicitárias disponíveis para o torneio na Rússia, apenas metade foi comercializada. Este ano, o país asiático está representado pelo Grupo Wanda, como parceiro da FIFA, além de Hisense, Mengniu e Vivo com contratos fechados somente para o atual Mundial. A Yadea é a única que ocupou a categoria regional. Desta maneira, ao lado do país-sede, a China conta com o maior número de aportes. Em 2010, os asiáticos foram representados por apenas uma marca, a Yingli Green Energy.

“O grupo Wanda é o primeiro parceiro chinês da Fifa, e estamos muito orgulhosos com isso. Estamos felizes em ver outras empresas chinesas seguirem os nossos passos, e acreditamos que será bom para o esporte na China se desenvolver, à medida que mais e mais empresas chinesas estiverem por trás da cena, assim como nós”, afirmou Yang Hengming, CEO do grupo Wanda, à Reuters.

Em março o MKTEsportivo destacou que a Copa do Mundo de 2018 seria marcada pelo domínio de investimento chines. Além disso, há ainda o setor de apostas, que segundo uma estimativa divulgada pelo próprio governo chinês, deve movimentar R$ 30 bilhões no período.