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Atletas

Funcionários da Fiat estão revoltados com a possível chegada de Cristiano Ronaldo à Juventus

Montadora italiana, que é uma das proprietárias do clube, deve bancar a chegada e salário do atacante português

8 jul, 2018 Escrito por MKT Esportivo

Cristiano Ronaldo sequer foi contratado de maneira oficial pela Juventus e sua chegada já divida opiniões, principalmente na indústria automotiva italiana. A especulação de que a compra envolverá € 120 milhões (fora salários) causou revolta de funcionários da FIAT. E o que a Vecchia Signora tem a ver com isso?

O grupo FCA pertence à família Agnelli, que também é dona do clube heptacampeão de Itália. John Elkann, presidente da Fiat, é primo de Andrea Agnelli, presidente da Juventus, e CEO da Exor, empresa detentora de 30.78% do Grupo FCA, de 22.91% da Ferrari e de 63.77% da equipe.




Esta não é a primeira vez que os funcionários da montadora reclamam dos elevados investimentos da empresa dentro do clube. Há um ano, por ocasião da chegada de Gonzalo Higuaín por € 94.7 milhões, a contestação foi geral. Vale lembrar que na Itália a tributação ao Fisco sobre o pagamentos dos jogadores está na casa dos 50%. Desta maneira, se confirmado, o negócio saltaria para aproximadamente € 350 milhões (entre o valor do passe e os rendimentos).

“Depois de Higuaín, também Cristiano Ronaldo? É uma vergonha. Os trabalhadores da FIAT não receberam aumento nos últimos 10 anos”, afirmou Gerardo Giannone, trabalhador da unidade de produção de Pomigliano D’Arco que está há 18 anos na FIAT, em declaração à agência DIRE. “Somente com o seu salário, cada funcionária poderia receber um aumento de € 200”, completou.