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Recordista de aparições, Tite se arrepende de comerciais feitos antes da Copa

Técnico superou Neymar em comerciais na Tv durante todo o período que antecedeu o Mundial da Rússia

19 dez, 2018

Enquanto se prepara para a disputa da Copa América de 2019, Tite concedeu uma entrevista ao programa “Show de Bola“, da Gazeta Esportiva, onde fez uma reflexão sobre o seu papel de garoto-propaganda durante a Copa do Mundo de 2018. Para ele, a superexposição não foi benéfica para sua imagem, uma vez que ele apareceu repetidamente na TV, antes, durante e depois do torneio.

“Eu faria diferente: exposição pública. Não faria os comerciais que eu fiz. Sabe por quê? Porque foram sempre em dezembro. E vocês sabem, vocês são da mídia. Eles ficam sempre em tempo integral, passando toda hora. Isso enche o saco”, afirmou o gaúcho, ciente de que os compromissos profissionais alheios ao futebol influenciaram a opinião pública em determinado momento.

À época, Tite deixou claro que gravaria todos os comerciais antes de iniciar a preparação para o Mundial, em meados de fevereiro, para que nada prejudicasse sua agenda com a Seleção Brasileira. Além disso, por sua conhecida ética, evitou marcas concorrentes aos patrocinadores da CBF e vetou qualquer negociação com bebidas alcoólicas. Mesmo assim, ele foi embaixador de quatro empresas (UninassauCimed, Samsung e Itaú) e teve sua imagem com mais tempo de Tv do que o próprio Neymar, uma das estrelas mais badaladas da Copa. Isso se deve ao montante investido pelo Itaú, marca recordista de presenças nos intervalos. O gaúcho chegou inclusive a criticar uma campanha da Mastercad com o camisa 10 do Brasil e Lionel Messi.

“(A profissão) não exige. É minha opção. Eu pegaria e faria um ou dois comerciais, no máximo. Foi muito menos do que eu tinha (de proposta), mas eu faria menos”, completou.