Indústria

Pagamento de taxa para entrada de crianças vira polêmica na Premier League

Prática se tornou “elitista” por muitos pais que não têm condições financeiras de pagar tais valores

3 jan, 2019

Ano novo, problema velho. Torcedores de diversos clubes da Premier League estão reclamando do abuso dos preços para que crianças entrem em campo ao lado de jogadores. Para eles, a prática se tornou “elitista”, já que muitos pais não teriam mais condições financeiras de arcar com tais valores.

O caso mais polêmico é o do West Ham, que cobra aproximadamente € 600 para que mascotes figurem ao lado dos atletas. Como em muitos casos chegam a entrar duas crianças com cada jogador, o clube pode embolsar, no mínimo, € 13.200.

No futebol inglês, equipes como Burnley, Crystal Palace, Hull City, Leicester City, Newcastle, Queens Park Rangers, Stoke City, Swansea e Tottenham também cobram por tal prática. Destes, Newcastle, QPR e Tottenham ainda reservam lugares gratuitos para crianças atendidas por instituições de caridade. Já Arsenal, Aston Villa, Chelsea, Everton, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Southampton e Sunderland pedem apenas uma inscrição e não cobram nada pela experiência.

“Os clubes recebem tanto dinheiro dos direitos televisivos e mesmo assim excluem as crianças mais pobres ao imporem uma taxa. Isso significa que uma certa classe de crianças nunca poderá ser mascote de uma equipe, e isso não parece justo quando seus clubes ganham tanto dinheiro”, disse Clive Efford, parlamentar do Partido Trabalhista, em entrevista ao britânico The Guardian.

Há algum tempo esta ação é explorada por clubes da elite do futebol inglês que visam angariar mais receita de matchday. Com o aumento nos valores, para muitos, os dirigentes estão “excluindo crianças de famílias mais pobres”. As autoridades de futebol do país prometem discutir o assunto em breve.