Indústria

FIFA lança campanha para promover futebol feminino

Entidade transformou 23 jogadores em super-heróis de histórias em quadrinho

8 fev, 2019

Em mais uma iniciativa para promover a modalidade globalmente, a FIFA apresentou uma campanha para promover a Copa do Mundo de futebol feminino, que terá lugar na França, em junho. Para destacar histórias de superação que envolvem o futebol, a entidade transformou 23 jogadores em super-heróis de histórias em quadrinho.

Para tal, a Fifa escalou algumas ex-jogadoras e o sul-coreano Park Ji-Sung no primeiro vídeo. O grupo conta algumas de suas histórias, e outros jogadores dão conselhos, até todos se transformarem nos personagens criados para a iniciativa.

“A oitava edição do Mundial será muito especial e acontecerá em um momento no qual as mulheres pelo mundo estão se unindo para fazerem suas vozes serem ouvidas. Nossos super-heróis vão nos ajudar a alcançar a audiência global de um bilhão de pessoas”, disse Fatma Samoura, secretária-geral da FIFA.

O grupo de heróis foi dividido entre 13 mulheres e 10 homens. São eles: Alex Scott, Lotta Svhelin, Kelly Smith, Verónica Boquete, Park Ji-Sung, Laura Georges, Karina Leblanc, Nadine Kessler, Peter Odemwingie, Sun Wen, Gilberto Silva, Michael Essien, Mikael Silvestre, Michel Salgado, Tashana Vincent, Aya Miyama, Marcel Desailly, Julie Fleeting, Portia Modise, Mark Schwarzer, Esteban Cambiasso, Kristine Lilly e Tim Cahill.

O torneio mundial causou polêmica recentemente. Em outubro do ano passado, a FIFA anunciou que iria dobrar a premiação a ser distribuída às 24 seleções que participarem da Copa feminina. No entanto, apesar de saltar dos atuais US$ 15 milhões para US$ 30 milhões, o valor foi criticado pela FIFPro, sindicato que representa os jogadores de futebol em nível mundial, bem como órgãos nacionais e jogadoras.

Para eles, o novo valor ainda fica muito distante da premiação distribuída na Copa do Mundo masculina. Para efeito comparativo, no Mundial da Rússia deste ano, o valor bateu a casa dos US$ 400 milhões, ou seja, US$ 370 milhões a mais do que será dividido pelas seleções femininas em 2019. Se a campeã França recebeu US$ 38 milhões da entidade suíça, a futura campeã do Mundial feminino ficará com US$ 4 milhões. Fatma Samoura é uma das que encabeça as reclamações feitas dada a falta de atenção ao futebol feminino.