Indústria

Adidas iguala bônus de homens e mulheres na Copa do Mundo feminina

Marca aproveitou o Dia Internacional da Mulher para fazer o anúncio

9 mar, 2019

Após aproveitar o ‘Dia Internacional da Mulher’ para ressaltar a importância desse público e lançar a segunda parte da campanha “she breaks barriers”, que teve início no fim de 2018, a Adidas anunciou um feito histórico na indústria do esporte.

Por meio de sua conta no Twitter, a marca divulgou que suas patrocinadas da equipe vencedora da Copa do Mundo 2019, que será realizada na França a partir do dia 7 de junho, receberá um bônus igual aos seus pares do sexo masculino. O anúncio foi feito por Eric Liedtke, membro do conselho executivo da empresa.

“Acreditamos em inspirar e capacitar a próxima geração de atletas, criadores e líderes do sexo feminino por meio da quebra de barreiras. Hoje anunciamos que todos os atletas da Adidas da equipe vencedora da Copa do Mundo Feminina de 2019 receberão o mesmo bônus de desempenho de seus pares masculinos”, destacou a publicação. Ainda segundo a marca, a iniciativa inclui todas as seleções participantes.

O anúncio torna-se ainda mais emblemático já que foi feito no mesmo dia que a seleção feminina dos Estados Unidos se rebelou contra a Federação de Futebol do país (US Soccer). As 28 jogadores que formam a equipe assinaram o processo apresentado em uma corte federal em Los Angeles no qual exigem igualdade salarial e as mesmas condições de trabalho que o selecionado masculino. As estrelas Alex Morgan, Carli Lloyd e Megan Rapinoe lideram o grupo.

Nos documentos, elas alegam que existe “discriminação de gênero institucional” na federação americana e que isso não afeta apenas financeiramente, mas também no local onde jogam e treinam, o quanto viajam para as partidas e o tratamento médico e o treinamento que recebem.

Da FIFA, a seleção que conquistar a Copa do Mundo feminina embolsará um prêmio de apenas US$ 4 milhões, um aumento de US$ 2 milhões em relação ao de 2015. No entanto, a França recebeu US$ 38 milhões ao vencer o Mundial disputado na Rússia, pouco mais de US$ 1.65 milhão para cada um dos 23 convocados. Nesta mesma divisão, cada jogadora ficará com US$ 174 mil (isso sem incluir o bônus prometido pela Adidas).