Atletas

Com Naomi Osaka, Nike flexibiliza política de exposição nos uniformes

Na Adidas, tenista promovia Nissin Foods e a All Nippon Airways em seu vestuário

9 abr, 2019

A chegada de Naomi Osaka ao portfólio da Nike pode representar uma nova flexibilidade de política de exposição dentro da companhia norte-americana. De acordo com o New York Times, o swoosh deverá abrir mão da proibição de outras marcas estampadas nos uniformes e liberar a presença de Nissin Foods e a All Nippon Airways nas peças da japonesa. Com a Adidas, sua antiga parceira, ambas figuravam com destaque.

Até hoje a regra havia sido quebrada apenas uma vez, com a chinesa Na Li, bicampeã do Australian Open. A nova decisão da empresa americana segue a estratégia adotada com a ex-tenista, ciente da atual popularidade de Osaka no mercado americano e asiático. A jogadora é nascida no Japão, mas possui nacionalidade americana.

Há uma semana, Naomi Osaka anunciou sua saída da rival alemã para assinar com a Nike. Sem valores oficialmente divulgados, especula-se que ela embolsará aproximadamente US$ 8.5 milhões por ano.

Com os aportes, a japonesa pode em breve figurar no mesmo patamar de Serena Williams e Maria Sharapova como uma das mais bem pagas do mundo. Ambas já chegaram a ganhar mais de US$ 20 milhões por ano em endossos e prêmios. A IMG, empresa que gere a imagem de Osaka, espera que ela assuma o topo de rentabilidade comercial até os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.