Indústria

Bolsonaro anuncia F1 no Rio de Janeiro e governo de São Paulo rebate

O presidente afirmou que a prova deixará Interlagos e irá para um novo autódromo em Deodoro

9 maio, 2019

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (8) que o Rio de Janeiro receberá a prova brasileira do calendário da Fórmula 1. Segundo o presidente, o grande prêmio será realizado em um novo autódromo, que será construído em Deodoro, na Zona Norte, dentro de um prazo de sete meses.

Na tarde de ontem, um termo de cooperação foi assinado por Bolsonaro, o governador Wilson Witzel e o prefeito Marcelo Crivella. Ele prevê também a realização de uma etapa da motovelocidade.

“Após o resultado das eleições do ano passado, a direção da Fórmula 1 resolveu manter a possibilidade de termos provas no Brasil. Em São Paulo, como tinha participação pública (em Interlagos), uma dívida enorme, tornou-se inviável a permanência da F1 lá”, afirmou o presidente.

A nova pista levará o nome de Ayrton Senna e o orçamento inicial é de aproximadamente R$ 850 milhões. A expectativa é que o local abrigue um total de 130 mil pessoas (entre espaços construídos e arquibancadas naturais). Ainda de acordo com Bolsonaro, “o investimento será totalmente de iniciativa privada, com custo zero para os cofres públicos”.

Vale lembrar que desde o final do ano passado profissionais da Liberty Media, grupo responsável pela Fórmula 1, negociam com as autoridades do Rio de Janeiro para transferir o Grande Prêmio do Brasil de São Paulo. A capital paulista, no entanto, promete endurecer a decisão.

João Doria e Bruno Covas, governador e prefeito da cidade, respectivamente, deixaram claro que há um projeto em tramitação na Câmara Municipal para a concessão do autódromo à iniciativa privada, e que “desconhecem qualquer obstáculo que possa inviabilizar a renovação do contrato” para manter o GP em Interlagos.

A etapa é realizada na cidade desde 1990 e o atual contrato é válido até 2020. Sem a citada renovação, Rio deve voltar a ser a casa da F1 em 2021.