Patrocínio

Nike polemiza ao encerrar contrato de atleta olímpica por gravidez

Caso envolvendo Alysia Montaño surge logo após a marca lançar uma campanha que valoriza a prática esportiva entre as mulheres

15 maio, 2019

A Nike encontra-se no meio de uma polêmica nos Estados Unidos após o New York Times publicar um vídeo que traz a atleta Alysia Montaño acusando a empresa de ter suspendido seu patrocínio quando ela confessou estar grávida, em 2014.

O vídeo, disponível no canal do NYT no YouTube, ironiza a campanha “Dream Crazy”, lançada há alguns meses pela gigante americana e que defende mais direitos às mulheres. Durante o conteúdo, Alysia afirma que a Nike decidiu parar com o patrocínio durante sua gravidez. Em seguida, a atleta olímpica fechou um acordo com a Asics e passou a correr grávida.

Como a denúncia surgiu logo após a Nike lançar uma campanha global de Dia das Mães, em que valoriza a prática esportiva das mulheres, a marca rapidamente se posicionou e confirmou que realmente não tinha uma política de proteção às mulheres grávidas. O que, segundo a empresa, mudou a partir de 2018, quando Serena Williams anunciou sua gravidez.

“Reconhecemos que havia uma inconsistência em nossa abordagem em torno de diferentes esportes e, em 2018, padronizamos nossa abordagem em todos os esportes, de modo que nenhuma atleta feminina seja penalizada financeiramente pela gravidez”, destacou a Nike em comunicado divulgado ao New York Times.

No entanto,  New York Times teve acesso a um contrato firmado este ano 2019 que ainda permite à Nike reduzir “por qualquer razão” o que paga ao atleta se ele não atingir a meta de desempenho. Nas entrelinhas, gravidez ou a amamentação não estariam protegidas.