Indústria

EUA debaterá equidade de salário entre gêneros após Copa do Mundo feminina

Jogadoras da seleção nacional e Federação de Futebol marcam encontro para tentar resolver o caso

25 jun, 2019

Em março, o MKTEsportivo destacou que as 28 jogadoras da seleção nacional americana (USWNT) entraram com processo contra a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) contra a desigualdade salarial e de condições de trabalho. Agora, as partes concordaram em ter um encontro formal na tentativa de resolver a questão. Ele será realizado após a Copa do Mundo de Futebol Feminino, cuja decisão está marcada para 7 de julho.

Depois que o The Wall Street Journal revelou que a equipe feminina gerou mais receita que a masculina entre 2016 e 2018 (US$ 50,8 milhões contra US$ 49,9 milhões), o assunto voltou ao centro das atenções. A publicação relata que, há oito anos, durante a disputa do Mundial, o mesmo estudo revelou que os homens geravam quase 20 vezes mais faturamento que as mulheres. De lá para cá, após o tri mundial das americanas, em 2015, elas alavancaram os ganhos.

Sempre de acordo com o The Wall Street Journal, o processo movido pelas jogadoras americanas critica o fato de que, entre março de 2013 e dezembro de 2016, período do último acordo de negociação coletiva, as mulheres não poderiam ganhar mais do que US$ 99 mil, ou US$ 4.950 por jogo, para disputar 20 jogos em um ano. O valor seria 62% menor do que um membro da seleção masculina poderia ganhar com o mesmo número de partidas.

Atualmente, as jogadoras do USWNT, recebem um salário dos seus respectivos clubes e benefícios pagos pela US Soccer, além de bônus por representar a seleção. Os jogadores masculinos, no entanto, recebem salários e benefícios muito maiores.

A imprensa americana afirma que, apesar do encontro marcado pelas partes, a resolução do caso não é garantia. Caso a US Soccer concorde com as exigências das jogadoras, terá que alterar seu acordo de negociação coletiva já foi assinado.