Indústria

Após quinze anos, Moto GP confirma retorno de etapa no Brasil

A novidade é fruto de uma parceria da Dorna Sports e a Rio Motorsports, e valerá até a temporada 2026

10 out, 2019

Após quinze anos, a MotoGP confirmou, nesta quinta-feira (10), que trará uma etapa para o Brasil a partir de 2022. O plano da categoria é utilizar o Rio Motorpark, o novo autódromo que deve ser construído no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro de Deodoro.

A novidade é fruto de uma parceria da Dorna Sports e a Rio Motorsports, e valerá até a temporada 2026. Com a novidade, a MotoGP retorna ao Rio de Janeiro após um longo hiato. A última prova em solo brasileiro ocorreu em 2004, em Jacarepaguá, local este que foi demolido para a construção do Parque Olímpico de 2016.

“A notícia de que já temos um primeiro evento em nossa nova pista, a MotoGP, confirmada para 2022, representa um grande avanço para nossa cidade A construção da pista em Deodoro é um projeto espetacular, com investimento extraordinário que irá gerar 700 empregos e fazer o Rio ganhar um papel em grandes competições. Vamos desenvolver a Zona Oeste com suas necessidades e estimular turismo, tudo isso com a cidade sem colocar um centavo no projeto, já que todo o investimento será concessionado”, disse Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro.

“Esperamos muito tempo por isso, porque no Brasil falta um circuito que ajude a crescer e promover o motociclismo em nosso país. Um dos problemas ao trabalhar com jovens pilotos é que existem poucos circuitos bons. Então, nós realmente precisamos do circuito do Rio. Isso será muito importante”, comemorou Alex Barros, ex-piloto brasileiro e um dos principais nomes do país na história da Moto GP.

A Dorna Sports é parceira da categoria e tem trabalhado forte na expansão global da mesma. Vale ressaltar que há um limite de 22 cidades para que a MotoGP não tenha problema de logística e negócios. A Tailândia, por exemplo, entrou em 2018, enquanto a Finlândia estreia em 2020. A Espanha continua a ter um papel de destaque concentrando quatro etapas: Jerez, Barcelona, Aragão e Valência.

“O Brasil pode se tornar um dos mercados de motocicletas mais importantes do mundo. É por isso que o Grand Prix é importante. É para os fãs, mas também para o mercado e o interesse comercial. Precisamos ter uma etapa em casa. Muitos brasileiros visitam o Grande Prêmio da Argentina e precisamos tê-lo aqui novamente”, completou Barros.