Coluna

Patrocínio sob medida

4 nov, 2019
Fabio Wolff

Sócio-diretor da Wolff Sports e professor no MBA de Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios

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Nós recebemos uns dez projetos de patrocínio toda semana na Wolff Sports, em média. Entidades, clubes, agências de marketing esportivo e atletas buscam patrocinadores.

Apesar de muitas solicitações, poucos procuram entender quem são os nossos clientes, o que eles buscam, quais as suas estratégias, bem como seus respectivos budgets. A preocupação, na sua grande maioria dos que nos procuram, é de vender o patrocínio, mas poucos buscam informações para customizar os seus respectivos projetos.

Isso ocorre por diversos motivos, como a falta de planejamento, a necessidade de fechar negócios a curto prazo, a falta de comprometimento ou até a ilusão de que o simples envio de um projeto de patrocínio para um captador é meio caminho andado.

Os patrocinadores, mais do que nunca, buscam projetos customizados, ou seja, oportunidades, experiências que estejam alinhadas com as suas estratégias, anseios e budget, entre outros aspectos.

Ter acesso as essas informações é o resultado de um contato próximo com pessoas chave nas empresas e isso toma tempo, exige ligações, reuniões e ações de relacionamento. É importante mencionar que, mesmo tendo acesso as essas informações, não existe garantia de que vai ocorrer qualquer negócio. Há muitas variáveis, como a mudança repentina de estratégia, troca de comando ou corte de orçamento.

Enfim, dá muito trabalho, mas ao mesmo tempo é extremamente prazeroso ver uma ideia, um projeto customizado, construído em conjunto com o cliente, sendo realizado. Um bom exemplo disso é o patrocínio recente que fechamos da Plastubos com o NBB, do basquete. Após reuniões, trocas de informações e definição de budget foi possível chegar a um projeto de patrocínio sob medida.

Apesar de termos a imagem da Wolff Sports muito ligada ao futebol, afinal 90% da nossa receita vem desse esporte, realizamos patrocínios para diversos outros esportes. Esse ano, por exemplo, fechamos contratos para golfe, esporte radical, futebol de areia, beach tennis e tênis, entre outros.

Em suma, fechar patrocínio vai além de enviar um e-mail ou fazer uma ligação. É preciso estar muito empenhado e procurar entender todas as variáveis do processo para fazer o negócio acontecer.