Indústria

Especial | As torcidas mais otimistas com o desempenho do Brasil na Copa do Mundo

MKTEsportivo apresenta a primeira parte de um estudo feito pela Snapcart em parceria com a Sport Track

23 abr, 2018

Por Eduardo Esteves

 

O MKTEsportivo dá início hoje a um especial divido em três partes que irá apresentar dados exclusivos a respeito de três importantes temas da esfera esportiva. São eles: a percepção do torcedor em relação ao Brasil na Copa do Mundo; a atuação das marcas na indústria do esporte; e as modalidades preferidas dos brasileiros.

O estudo foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Snapcart, empresa que fornece dados de consumidores em tempo real para marcas e varejistas, e a Sport Trackpioneira em inteligência, pesquisa e consultoria aplicadas à gestão, marketing esportivo e patrocínios. Ambas buscaram não somente desenhar o perfil do esporte no país, como também oferecer novas possibilidades de análises sobre o tema. Esta primeira parte, que detalha a expectativa dos brasileiros em relação ao Mundial, certamente vai ao encontro do que muitos patrocinadores esperam. 

Com milhões sendo investidos em mídia, seja em Tv aberta, fechada ou esforços no âmbito digital, é fundamental que os players envolvidos (direto e indiretamente) no torneio saibam se o brasileiro está, de fato, confiante que o título virá. E de acordo com o levantamento, sim, o otimismo em relação ao desempenho da Seleção na Copa existe. Dos entrevistados, 59% (3 em cada 5) estão confiantes que o hexacampeonato será conquistado na Rússia. Homens estão mais confiantes que as mulheres, 61% x 57%, com as classes sociais mais altas mostrando-se mais positivas.

O que chamou a atenção dos responsáveis pelo estudo foi a faixa etária que apresentou o que eles denominaram de “perfil otimista”: jovens com até 25 anos possuem maiores índices de confiança no time comandado por Tite (66%).

“Sinceramente, o fato de jovens estarem otimistas me surpreendeu. Imaginava-os mais distantes e, consequentemente, mais pessimistas. Vejo o cenário como uma grande oportunidade para marcas, pois trata-se de um público arredio e de difícil acesso”, destacou Rafael Plastina, diretor da Sport Track, em entrevista ao MKTEsportivo.

“Vale ponderar se 59% é um número bom ou não. Se considerarmos o otimismo histórico do brasileiro em respostas a pesquisa em geral, até podemos entender o número como apenas razoável, mas, por outro lado, se considerarmos os 7×1 da Copa de 2014, um grande vexame e nossa própria casa e a situação política do país, podemos sim, considerar esses 59% como um número até surpreendente”, completou.

Entre as torcidas do futebol brasileiro, as mais otimistas que a sexta estrela virá são: Bahia (80%)Flamengo (72%), Internacional/Grêmio/Santos (66%), Cruzeiro/Vasco (65%), Fluminense/Corinthians (62%) e Palmeiras (59%). Entre as pessimistas estão a do Vitória (45%) e Atlético/MG (42%). Os que afirmaram não torcer para nenhum clube de futebol e que não acreditam na equipe de Tite representam 62%.

“Entre 1972 e 2016, Flamengo e Bahia aparecem em primeiro e terceiro lugares no ranking acumulado de média de público. O Corinthians aparece em segundo, mas, ressalte-se que os últimos anos deste clube e os números de público em sua nova casa são impressionantes. Isso quer dizer que, até outro dia Flamengo e Bahia lideravam esse ranking com certa tranquilidade”, detalhou Plastina. “Na prática quero dizer que, esse otimista sobre a seleção pode ser o mesmo que faz com que as torcidas de Bahia e Flamengo sejam as maiores médias históricas em publico”, ressaltou.

Focando exclusivamente nas regiões, Norte e Nordeste mostraram-se as mais positivas, com 74% e 62%, respectivamente, seguidas por Centro-Oeste (61%), Sul (58%) e Sudeste (55%).

Ao todo, o levantamento feito pela Snapcart e Sport Track entrevistou 10.800 pessoas, de 8 a 84 anos, ambos os sexos e todas as classes sociais, entre os dias 15 e 22 de março