Indústria

FIFA debaterá mudança de formato do Mundial de Clubes e Liga das Nações

Por trás das mudanças, uma proposta de US$ 25 bilhões pelos próximos 12 anos para a realização dos novos eventos

24 out, 2018

Um encontro organizado pela FIFA para os dias 25 e 26 de outubro discutirá, entre outros temas, a possibilidade de um novo Mundial de Clubes. De acordo com o jornal inglês The Times, a entidade suíça não descartou o formato com 24 equipes, sendo 12 europeias.

Conforme destacamos anteriormente, o o Mundial aconteceria sempre no ano anterior da Copa do Mundo. Desta maneira, a possível primeira edição do novo torneio seria realizada em 2021. Equipes como Liverpool, Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique, Ajax, Milan e Inter de Milão estariam automaticamente presentes por conta de conquistas históricas, independente de classificação. Se confirmado, o Mundial de Clubes assumiria o lugar da atual Copa das Confederações.

A publicação destaca ainda que aportes financeiros do país e do banco japonês SoftBank motivaram este encontro extraordinário organizado pela FIFA. Especula-se que a proposta conjunta gire em torno de US $ 25 bilhões. A ligação da entidade com a própria Arábia Saudita e a possibilidade de uma edição global da Liga das Nações, que ocorreria entre o torneio principal da entidade, realizado a cada quatro anos, são outros assuntos que serão debatidos no evento em Kigali, Ruanda.

A UEFA, por sua vez, já manifestou ser contrária as propostas, temendo problemas no calendário e que a nova competição possa ofuscar a Champions League e Europa League. De acordo com o The New York Times, os membros do conselho europeu poderiam cortar relações caso Gianni Infantino, presidente da federação, force a criação de um novo Mundial. Já uma nova Liga das Nações levaria o recém-criado torneio da UEFA à extinção.

“Enquanto eu for presidente da UEFA, não haverá espaço para buscar empreendimentos egoístas ou se esconder atrás de falsas pretensões. Não posso aceitar que algumas pessoas que estão cegas pela busca do lucro estejam considerando vender a alma dos torneios de futebol a fundos privados nebulosos”, disse Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, em maio, ocasião que o tema ganhou força pela primeira vez.