Patrocínio

Companhias aéreas na disputa pelo máster do Paris Saint-Germain?

Especulada há algum tempo, Qatar Airways pode disputar a camisa do clube com a Air France

22 nov, 2018

E a novela envolvendo o futuro patrocinador máster do Paris Saint-Germain ganha novos capítulos a cada dia. São duas as novidades: a confirmação de que a Qatar Airways possui interesse em ocupar o espaço e, como novidade, o possível encontro dos dirigentes com a Air France.

No primeiro caso, as notícias sobre a companhia catariana substituir a Emirates, que já anunciou sua saída para o final da temporada e poderá desembarcar no rival Marseille, esquentaram nos últimos dias. Perguntado a respeito do assunto pelo portal La TribuneAkbar al Baker, CEO Qatar Airways, confirmou o interesse.

“Sim. Tenho certeza de que estaríamos interessados ​​se a oportunidade surgisse “, disse Baker. Já se os € 80 milhões pretendidos pelo PSG brecariam a negociação, o profissional pareceu não se importar.”É um problema que podemos obviamente negociar”, completou.

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Por outro lado, a Qatar Airways poderia ser descartada para não correr o risco da UEFA impor alguma sanção ao clube, já que alegaria conflito de interesses pelo fato de o governo do Qatar ter envolvimento tanto com a empresa quanto com o clube. O cenário se agrava após a divulgação dos documentos da Football Leaks que apontaram irregularidades na relação do PSG com seus patrocinadores.

A possível parceria com o PSG seria mais um passo na estratégia da Qatar Airways de globalizar sua marca por meio do esporte. No ano passado, a empresa assinou com a FIFA para ser a companhia aérea oficial da entidade até a Copa do Mundo de 2022. Neste ano, ainda fechou um acordo platinum com o Bayern de Munique e se tornou patrocinadora máster da AS Roma.

Uma saída viável poderia ser um acordo com a Air France, nova especulada para o máster. A imprensa francesa destaca que o novo CEO da companhia aérea, Benjamin Smith, e o diretor de marketing do grupo, foram recebidos pelo alto escalão do clube no estádio Parc des Princes. No entanto, a principal barreira é a elevada pedida para os padrões de investimento da empresa. A Air France estaria disposta, no máximo, a liberar apenas metade do valor.

Durante o último verão europeu a companhia atravessou uma série de protestos dos seus funcionários que exigiam aumentos salariais. Um possível investimento no PSG poderia enviar uma mensagem negativa e, consequentemente, iniciar uma nova onda de insatisfações.