Indústria

UEFA encobriu práticas ilegais para Manchester City e PSG burlarem Fair Play Financeiro

Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, e Michel Platini participaram diretamente da negociação com os clubes

2 nov, 2018

De acordo com o Football Leaks, em 2015, a UEFA encobriu gastos elevados de Manchester City e o PSG que permitiu aos clubes burlarem as regras do Fair Play Financeiro. Segundo uma investigação conduzida pela EIC Network (Colaborações Investigativas da Europa), administradores do alto escalão da entidade, que inclui o ex-secretário geral da UEFA e atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, e Michel Platini, participaram diretamente do caso.

Ainda de acordo com a EIC, o Corpo de Controle Financeiro dos Clubes (CFCB) acabou por punir severamente equipes menores do continente, como da Turquia Bulgária e Romênia, para desviar a atenção dos gigantes. Infantino, que atuou na UEFA até 2015, teria feito reuniões ‘secretas’ com os clubes, onde acordou uma série de mecanismos ilegais que permitiam aos investidores injetar dinheiro de forma a equilibrar as contas dos envolvidos.

O Football Leaks destaca que os atuais proprietários do PSG injetaram € 1.8 bilhão no clube, fraudando as regras do Fair Play Financeiro. As participações de Platini e Infantino permitiu que a equipe francesa não fosse banida das competições europeias. Para não cair no FPF, PSG e City diluíam o valor obtido em renovações de contratos de patrocínio. Explicamos.

Em 2015, o PSG recebeu uma “ajuda” de € 100 milhões por parte de investidores do Catar através de uma parceria com a Qatar Tourism Authority. Já os Citizens renovaram o acordo com a Etihad Airways com um incremento de € 26 milhões em relação ao estipulado no antigo contrato. O valor é visto como uma forma a suprir o déficit de € 233 milhões registrados pelo clube inglês à época.