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Cruzeiro e Adidas marcam reunião para definir futuro da parceria

Desejo do clube mineiro é romper o acordo firmado com a marca alemã

31 dez, 2019

A novela envolvendo Cruzeiro e a Adidas ganhou um novo capítulo. O clube mineiro anunciou que irá se reunir com a marca no dia 9 de janeiro para rever o acordo firmado. O encontro servirá para definir se as partes irão continuar ou encerrar a aliança.

Um dos pontos que gerou mais revolta de atuais dirigentes e torcedores foi o fato da antiga diretoria aceitar que o Cruzeiro receberia royalties somente com vendas acima de 180 mil peças (o recorde do clube é 120 mil). Além disso, ficou combinado que o Cruzeiro terá que arcar com o custo dos uniformes a cada vez que entrar em campo.

Pelo contrato, o clube receberá 24% dos royalties da venda de cada camisa para os lojistas. Já nas lojas oficiais do clube, há ainda o direito a receber mais 7% sobre o valor pago pelo torcedor no preço final.

Ao jornal Hoje em Dia, Saulo Fróes, presidente do Núcleo Diretivo Transitório da Raposa, confirmou o interesse em romper o acordo.

“Esse tipo de contrato é totalmente adverso ao Cruzeiro. Devemos romper hoje à tarde. Há um prazo que a gente tem de cumprir, mas tudo será explicado numa espécie de portal de notícias que vamos criar no site oficial”, disse o dirigente.

Vale lembrar que a parceria foi intermediada pelo presidente Wagner Pires de Sá, que renunciou ao cargo neste mês, após forte pressão da oposição. Fróes ainda revelou que a tendência é que a Raposa lance uma marca própria.

Independente do que a reunião do próximo dia 9 definir, a Adidas deverá ser utilizada pelo Cruzeiro pelos primeiros 90 dias de 2020, como consta no contrato.

“Há um prazo de 90 dias que precisamos de cumprir. E também não há tempo suficiente para se fazer as novas peças, até porque a tendência é partirmos para a marca própria”, finalizou.

Antes, porém, o clube precisa devolver R$ 2.5 milhões que foram adiantados com a Adidas. O cálculo é de que o clube precisará vender cerca de 60 mil peças para zerar a dívida e, assim, poder romper o acordo, o que aconteceria não antes do mês de março.