Indústria

Itália terá reconhecimento facial em estádios para frear racismo

Serie A italiana utilizará também dispositivos avançados de escuta usados em operações antiterroristas

18 dez, 2019

A liga italiana finalmente acordou para o grave problema que assola o futebol do país e irá tratar de forma mais séria o combate ao racismo de seus torcedores. A Lega Calcio divulgou que irá adotar um sistema de reconhecimento facial para identificar torcedores culpados de comportamento racista nos jogos do Italiano.

A medida foi tomada após vários incidentes de racismo acontecerem que ocorreram nesta temporada, atingido jogadores como Romelu Lukaku, Miralem Pjanic, Mario Ballotelli e Kalidou Koulibaly. Todos alvos de cânticos xenófobos da torcida. Luigi De Siervo, CEO da liga italiana, confirmou que tem sido feito um trabalho para permitir o uso da tecnologia de reconhecimento facial nos estádios, além de dispositivos avançados de escuta usados em operações antiterroristas.

“Ainda estamos aguardando autorização das autoridades de privacidade. Deveríamos conseguir isso com a ajuda do governo. Quando essas imagens estiverem disponíveis, os clubes terão que intervir diretamente”, disse o executivo.

Apesar da louvável iniciativa, o seu lançamento foi marcado por polêmica. No dia, foram usado cartazes com desenhos de macacos feito pelo artista italiano Simone Fugazzotto, que criou a ação para mostrar que “somos todos macacos”. A iniciativa foi duramente criticada pela imprensa e por instituições de combate ao racismo na Europa.

Quando estiver em funcionamento, a tecnologia de reconhecimento facial será a primeira feita por uma das principais ligas de futebol da Europa. Pioneiro entre os clubes, o Brondby, da Dinamarca, passou a usar o reconhecimento facial automático em seu estádio para identificar comportamentos inadequados vindos das arquibancadas.