Indústria

Contra gastos elevados, futebol chinês impõe teto e limite de estrangeiros

Clubes poderão investir até US$ 160 milhões por ano e, ainda, não poderão ultrapassar 60% desses gastos com salários

2 jan, 2020

A Associação Chinesa de Futebol decidiu intervir nos elevados gastos dos clubes para que tornem suas gestões mais sustentáveis. A partir de 2020, o futebol chinês terá de se submeter a uma série de restrições orçamentárias com o objetivo de reduzir o déficit dos participantes.

A iniciativa, válida para todos os times da Superliga Chinesa, verá os clubes investirem no máximo US$ 160 milhões por temporada e, também, não poderão ultrapassar 60% desses gastos com salários. Haverá ainda um teto de US$ 3,3 milhões para salários a atletas do exterior e US$ 1,5 milhão para chineses.

“Nossos clubes gastaram muito dinheiro e nosso futebol profissional não foi executado de maneira sustentável. Se não tomarmos medidas oportunas, receio que entre em colapso”, disse Xinhua Chen Xuyuan, presidente da Associação Chinesa de Futebol.

Além do âmbito financeiro, o país espera que tais medidas abram mais espaço a jogadores chineses dentro dos elencos, auxiliando assim o desenvolvimento da modalidade no país. Apesar de poder comprar até cinco jogadores estrangeiros, os times poderão colocar em campo apenas quatro por partida.

A entidade também criou novas regras sobre jogadores naturalizados chineses. Aos que nasceram na China ou têm ascendência chinesa não serão considerados estrangeiros. Jogadores que têm cidadania chinesa há mais de cinco anos ou são elegíveis para jogar pela seleção também ficarão fora dessa cota.