Indústria

Globo baixa pedida e deve faturar menos com Jogos de Tóquio

Receita da emissora com anunciantes diminuirá em 62% em relação ao Rio 2016

13 jan, 2020

Pouco mais de sete meses para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Globo apresentou o seu plano comercial para rentabilizar a partir da presença de anunciantes em sua grande. Ao todo, a emissora carioca espera faturar R$ 581 milhões com as transmissões a partir de seis cotas de patrocínio no valor de R$ 96.9 milhões cada.

O valor é 62% menor do que o canal cobrou dos patrocinadores na edição 2016 (R$ 255 milhões). À época, a Globo iniciou suas ativações um ano antes, em 2015, o que ajuda a explicar a queda de faturamento.

Como os patrocinadores do Comitê Olímpico Internacional tem prioridade até o final deste mês, Coca-Cola, Alibaba Group, Bridgestone, Dow, GE, Intel, Omega, Panasonic, P&G, Samsung, Toyota e Visa largam na frente. As parceiras da Globo figurarão em todas as transmissões esportivas dos jogos, no GloboEsporte.com, bem como nas chamadas dentro dos telejornais e demais programas da emissora de fevereiro a agosto.

No início do ano, a Globo anunciou que prepara uma cobertura especial em todas as plataformas. Serão mais de 200 horas de conteúdo olímpico na TV aberta, oito canais SporTV transmitindo as mais diversas modalidades e um amplo time de comentaristas, todos ex-atletas. São eles: Fabi, Carlão, Nalbert, Gustavo Borges, Hortência, Marcelinho, Claudinei Quirino, Flávio Canto, Daiane dos Santos e Lars Grael. Haverá ainda estreantes, que estarão em sua primeira Olimpíada, como Bernardinho, Diego Hypólito, Fabiana Murer, Tiago Camilo e Thiago Pereira.

Sobre o GloboEsporte.com, a Globo confirmou que haverá transmissões ao vivo, gráficos, análises, cobertura em tempo real e vídeos com melhores momentos.