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Super Bowl vira palco de disputa presidencial nos Estados Unidos

Os dois principais candidatos à presidência norte-americana adquiriram um espaço no intervalo da partida

9 jan, 2020

Em um momento de extrema tensão entre os Estados Unidos e Irã, o Super Bowl surge como palco ideal para a promoção do patriotismo americano, debates políticos e críticas ao atual governo. Neste contexto, os dois principais candidatos à presidência norte-americana anunciaram que adquiriram um espaço de 60 segundos cada durante o intervalo da partida.

O pré-candidato democrata, Michael Bloomberg, disse que o seu interesse no evento surgiu após saber que Donald Trump, seu concorrente, já havia garantido a compra de um espaço para um discurso visando a reeleição. O objetivo do vídeo será atacar o seu concorrente. Conforme o MKTEsportivo revelou, a Fox, que transmite a 54ª edição do evento, pediu aos anunciantes aproximadamente US$ 5.5 milhões por 30 segundos.

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Bloomberg entrou na corrida pela indicação democrata para a Presidência dos EUA em novembro, meses depois que outros candidatos já haviam lançado suas campanhas. Há 14 democratas disputando a chance de enfrentar Trump em novembro.

Já a equipe de campanha para a reeleição do atual presidente anunciou que a compra de 60 segundos no Super Bowl ocorreu no último mês de dezembro.

“Vínhamos discutindo com a Fox desde o outono e reservamos o período em dezembro. Estreamos cedo, o que nos deu uma posição de destaque no jogo. Isso é uma indicação clara de que nós estamos elevando o nível da campanha, o que também inclui iniciativas sem precedentes para votantes latinos, negros e mulheres”, disseTim Murtaugh, diretor de comunicação da campanha.

A partida, marcada para o dia 2 de fevereiro, em Miami, na Flórida, é considerada estratégica dentro do calendário político americano, uma vez que coincide com o início da corrida eleitoral para a Casa Branca. Historicamente, candidatos a cargos eletivos não compram anúncios do Super Bowl. Em 2008, o então presidente Barack Obama adquiriu espaços comerciais para figurar em mercados regionais, não com abrangência nacional, como é o caso de Trump e Bloomberg.

Na edição do ano passado, a vitória dos New England Patriots sobre os os Los Angeles Rams teve o número linear de 98,2 milhões de telespectadores na CBS, segundo a Nielsen. Isso significa aproximadamente 44.9% das residências norte-americanas.