Patrocínio

PSG oficializa Qatar Airways como nova patrocinadora

Companhia aérea entrará na categoria premium do clube ao lado de outras empresas do Qatar, como QNB e Ooredoo

3 fev, 2020

Uma longa novela acabou durante o final de semana: a Qatar Airways foi anunciada como a nova patrocinadora do Paris-Saint-Germain. Firmado por três temporadas, a companhia aérea entrará na categoria premium do clube ao lado de outras empresas do Qatar, como QNB e Ooredoo, e desembolsará até € 10 milhões anuais.

“Temos o prazer de receber a Qatar Airways na família Paris Saint-Germain como nossa companhia aérea oficial. Esta aliança demonstra nosso desejo de desenvolver parcerias inovadoras com grandes marcas. A Qatar Airways se estabeleceu como uma escolha natural, porque a empresa compartilha nosso compromisso de criar fortes laços com apoiadores em todo o mundo”, destacou Marc Armstrong, diretor de parcerias do Paris.

“Encontramos um parceiro que compartilha nossa paixão por inovação”, acrescentou Salam Al Shawa, que encabeça o departamento de marketing da companhia aérea.

No futebol, a Qatar Airways possui investimentos de peso, tendo em seu portfólio a FIFA e Conmebol, além de clubes como AS Roma, Boca Juniors e o Bayern de Munique.

O acordo chega em plena deliberação da Uefa sobre uma reabertura da investigação a respeito dos contratos comerciais do PSG. No centro da polêmica está a ex-parceria Qatar Tourism, que chegou ao clube francês investindo € 215 milhões e, posteriormente, baixou para € 145 milhões. Em 2019, para fugir de polêmicas, a relação chegou ao fim. Com a saída da QTA, o PSG não demorou a se movimentar nos bastidores. Primeiro, anunciou a chegada da rede de hotéis Accor para o espaço máster de sua camisa. Em seguida, oficializou a renovação do seu fornecimento de material esportivo com a Nike até 2032.

Vale lembrar que, em novembro 2018, o Football Leaks divulgou que os atuais proprietários do PSG injetaram € 1.8 bilhão no clube, fraudando as regras do Fair Play Financeiro. As participações de Platini e Infantino permitiram que a equipe francesa não fosse banida das competições europeias. Para não cair no FPF, o PSG diluiu o valor obtido em renovações de contratos de patrocínio. Uma delas foi com a QTA. Em sua defesa, a empresa alegava que o investimento era feito para promover o Qatar como destino turístico para o mundo.