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Em nota, Comitê Olímpico do Brasil pede adiamento dos Jogos Olímpicos

Até o momento, o Brasil tem 178 vagas garantidas para os Jogos de Tóquio

23 mar, 2020

Por meio de nota divulgada na manhã de sábado (21), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou o seu posicionamento favorável ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 em razão da pandemia do novo coronavírus que assola o mundo.

No comunicado, o COB diz que sua posição se dá em razão do agravamento da pandemia da covid-19, que já infectou mais de 270 mil pessoas em todo o mundo, e “pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global”.

“Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar uma Olimpíada em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude”, disse o presidente da entidade, Paulo Wanderley.

Antes do COB, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já havia pedido o adiamento tanto da Olimpíada quanto da Paralimpíada de Tóquio para 2021. Vale destacar que ambas entidades estão com os seus centros de treinamento fechados desde a última semana. O evento está marcado para começar em 24 de julho e terminar em 9 de agosto de 2020.

“O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou-80 e Los Angeles-84. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal-76, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completou Paulo Wanderley.

Até o momento, o Brasil tem 178 vagas garantidas para os Jogos de Tóquio.

Confira a nota completa do COB:

“O Comitê Olímpico do Brasil defende a transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto.

A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do COVID-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global.

‘Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude’, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992.

O COB ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada.

‘O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade’, completa Paulo Wanderley.

Desde o início da pandemia, o COB tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores do Comitê. Ha uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos e determinou na terça-feira o fechamento total do CT Time Brasil”.