Futebol

CBF e clubes oficializam venda de direitos internacionais do Brasileirão

Global Sports Rights Management foi a escolhida para comercializar o torneio. Transmissão em casas de apostas renderá US$ 17.2 milhões

17 abr, 2020

Após reunião realizada nesta sexta-feira por videoconferência, a CBF e representantes de 31 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aceitaram a proposta da Global Sports Rights Management (GSRM) pelos direitos internacionais para TV aberta, TV fechada, pay per view e streaming. O investimento da GSRM prevê o pagamento fixo de US$ 10 milhões para os clubes, além de uma divisão posterior da receita. Ela não poderá negociar com os países de língua portuguesa por conta da Rede Globo.

De acordo com a CBF, o processo agora entra numa segunda fase, “quando as empresas selecionadas passarão por validação do escopo de trabalho, atendimento às normas de governança e conformidade, apresentação das garantias financeiras e formalização dos instrumentos contratuais”.

Além disso, ficou decidido que um consórcio formado pela Zeus Sports Marketing e pela Stats Perform venceu o processo de concorrência montado pelos clubes para a venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para sites e casas de aposta no exterior. Especula-se que o acordo será de US$ US$ 17.2 milhões  pelo prazo de comercialização dos direitos entre 2020 e 2023. Neste caso, as casas de apostas não terão que investir na promoção do torneio, mas aproveitarão o trabalho de internacionalização que for feito pela GSRM. Isso explica o motivo da diferença de investimentos entre as partes.

No documento de licitação enviado às agências, os clubes exigiam que os proponentes arcassem com todos os custos de produção do material. Até 2022, a Globo é quem fornecerá as imagens dos jogos.

Com os dois contratos, os clubes devem antecipar o recebimento de US$ 27,2 milhões. Desse montante, 75% vai ser dividido igualmente entre os membros da Série A, 20% irá para os times da Série B e outros 5% para os da Série C.

Até que a segunda fase esteja 100% cumprida, os clubes e a CBF não consideram o processo concluído.