Futebol

Canais suspendem pagamentos de transmissão por paralisação do calendário

DAZN e Canal+ já informaram que não pagarão as parcelas dos direitos que não serão entregues

1 abr, 2020

Se no Brasil alguns clubes já estão sendo avisados sobre suspensões e cancelamentos de contratos de patrocínio, o mercado de transmissão também passa pelo mesmo momento.

O DAZN, plataforma de streaming especializada em esporte, começou a informar os grupos de mídia que não pagará por qualquer conteúdo que ainda não tenha sido entregue. A informação é do especializado SportBusiness. Por aqui, a plataforma possui os direitos sobre o Campeonato Paranaense e ainda não quitou o mês de março. Suspenso desde o último dia 16, cada clube do torneio recebe R$ 370 mil pela cessão de suas partidas.

Nos Estados Unidos, o Sports Business Daily destaca que o DAZN já avisou as ligas com quem tem contrato que também não pagará direitos de jogos suspensos durante a pandemia.

Atualmente, a empresa possui funcionários em escritórios espalhados por 25 países, com a maioria deles concentrado no Reino Unido. O DAZN já diminuiu a carga de trabalho por conta da paralisação do esporte.

Na França, a paralisação da Ligue 1 fez com que o Canal+, detentor dos direitos de transmissão do torneio, decidisse não repassar o pagamento de € 110 milhões referente à última parte dos direitos de transmissão da temporada 2019/2020 da elite francesa.

De acordo com o L’Équipe, o canal avisou à liga que o pagamento do próximo dia 5 de abril está suspenso. A justificativa dada pelo Canal+ é de que as receitas com patrocínio e assinaturas caíram por conta da pandemia. Além da emissora francesa, o qatari BeIn Sports prometeu realizar o seu pagamento de € 42 milhões no próximo dia 5.

Outro a se posicionar sobre a Ligue 1 foi o BeIN Sports, que exibe o torneio na TV paga. A emissora qatari deveria desembolsar € 42 milhões. Com isso, a liga francesa ficará sem receber € 152 milhões, já que não há previsão para a volta do futebol. A atitude deverá aumentar ainda mais a pressão financeira sentida pelos clubes franceses em meio às consequências comerciais do bloqueio esportivo global causado pela pandemia.