Coluna

No domingo tem futebol

6 abr, 2020
Fábio Wolff

Sócio-diretor da Wolff Sports e professor no MBA de Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios

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A Rede Globo anunciou que reprisará na íntegra, às 16 horas do próximo domingo, a final da Copa do Mundo de 2002, disputada entre a seleção brasileira e a alemã.

Com a paralisação dos eventos live, em função da Covid-19, os telespectadores amantes do esporte ficaram carentes, sedentos por entretenimento. Os mais de 1.5 bilhão de votos que o Big Bother Brasil (BBB) obteve na semana passada são um termômetro disso.

Como muitos clubes decidiram dar férias aos seus atletas até o dia 20 de abril e no retorno eles terão, ao menos, duas semanas de preparação técnica/física, é improvável qualquer jogo de futebol a ser transmitido ao vivo em abril no Brasil.

Com a ausência dos eventos, esse momento tem sido desafiador para a indústria do esporte como um todo. No entanto, as entidades e atletas que vislumbraram uma oportunidade ímpar para geração de conteúdo e engajamento juntos aos fãs, diante desta impensável crise, saíram na frente. Tenho me surpreendido positivamente com a criatividade dessas ações realizadas, tanto no exterior, quanto no Brasil.

Como costumo dizer aos meus alunos no MBA de Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios, o céu é o limite, ou seja, a paixão e a criatividade são os diferenciais dessa indústria e devem ser explorados.

Temos sido impactados todos os minutos e a cada dia com notícias ruins sobre a Covid-19, de tal forma que as pessoas estão sedentas em busca de entretenimento, de notícias e acontecimentos que gerem emoção positiva.

A Covid-19, infelizmente, tem levado muitas vidas, adoecido pessoas, mas ela jamais conseguirá anular a força, a paixão louca que o público possui pelo esporte. Ao contrário, tem deixado a todos com mais gana por ele. Eu sei disso, vocês sabem disso, a Globo sabe disso.