Indústria

Após ‘The Last Dance’, ESPN não pensa em novas parcerias com Netflix

Acordo para a série foi firmado em 2016, quando o canal não tinha o seu próprio serviço de streaming

20 maio, 2020

Lançada com exclusividade pela ESPN nos Estados Unidos, “The Last Dance” nasceu para ser a nova versão de “Made in America”, a série de sucesso lançada pela emissora há três anos, durante as finais da NBA, em que é retratada a história de OJ Simpson, ex-jogador de futebol americano condenado por assassinar a esposa.

Como o conteúdo foi negociado em 2016, a ESPN ainda não tinha planos de criar uma plataforma própria de streaming, fato que ocorreu apenas em fevereiro de 2018, quando lançou o ESPN+, hoje com 7 milhões de assinantes.

A ausência do serviço fez com que a Netflix assumisse o posto de parceira do canal esportivo na distribuição global de “The Last Dance”. E, pelo visto, será a primeira e última aliança entre as partes.

“Não tenho certeza de que pretendemos fazer isso novamente em breve, porque ambos temos nossos próprios negócios. Teria que ser outro projeto bastante especial para obtermos permissões especiais diferentes para fazê-lo novamente. Mas do ponto de vista do fluxo de trabalho e maximizando o poder de todas essas marcas, acho que foi ótimo”, disse Libby Geist, vice-presidente e produtora executiva da ESPN Films, no Leaders in Sport’s online forum.

Segundo ela, o fato da Netflix não disponibilizar os números de audiência de “The Last Dance” ao redor do mundo atrapalha. O MKTEsportivo destacou o sucesso dos quatro primeiros episódios, mas os números não envolviam a plataforma.

“Eles (Netflix) não compartilham conosco”, completou a executiva.

MKTEsportivoCast · O marketing esportivo em ‘The Last Dance’