Futebol

Fifa pede que ligas permitam protestos de atletas dentro de campo

Entidade pediu bom senso e afirmou que é preciso respeitar o direito que cada jogador tem de se expressar

3 jun, 2020

A FIFA pediu às suas entidades filiadas que não punam atletas que se manifestarem contra o racismo. O posicionamento adotado pela entidade sucede as inúmeras demonstrações feitas por jogadores na rodada da Bundesliga, como parte do movimento “Vidas Negras Importam” que está ganhando o noticiário e as redes sociais.

Em comunicado, a FIFA afirma que a decisão final será das respectivas entidades nacionais, mas pediu bom senso e afirmou que é preciso respeitar o direito que cada atleta tem de se expressar.

“A Fifa entende completamente a profundidade do sentimento e das preocupações expressas por muitos jogadores de futebol à luz das circunstâncias trágicas do caso George Floyd. A aplicação das leis do jogo (…) é deixada para os organizadores das competições, que devem usar o bom senso e levar em consideração o contexto em torno dos eventos”, declarou a entidade, em um comunicado enviado à agência Associated Press.

Na Inglaterra, Sanjay Bhandari, chefe do órgão antidiscriminação da Grã-Bretanha, o Kick It Out, pediu a todos os jogadores que “ajoelhem-se” por Floyd no retorno da Premier League em 17 de junho, porque “todos somos feridos pelo racismo”. Nesta semana, os elencos de Liverpool e Chelsea, por exemplo, se ajoelharam antes de um treinamento para demonstrar apoio à causa.

“O racismo não é sobre jogadores negros ou fãs marrons, é sobre todos nós. O racismo corrói a sociedade e todos somos feridos por ele. Se todos os jogadores fizessem isso, seria uma mensagem bastante poderosa. Gostaria de saber o que as autoridades pensam disso, se isso constituiria uma violação das regras. Para mim, isso significa demonstrar solidariedade”, afirmou Bhandari.

O mundo todo, em especial os Estados Unidos, está assistindo a uma onda de protestos contra o racismo após a morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos, que faleceu em Minneapolis. Deitado de bruços e algemado, ele ficou com o pescoço sob o joelho de um policial branco por mais de oito minutos. A autópsia revelou que Floyd morreu por asfixia.