Indústria

NBA pode liberar que atletas troquem nomes por frases de protestos nas camisas

Liga americana de basquete retorna no dia 30 de julho, no complexo da Disney, em Orlando, na Flórida

29 jun, 2020

Com reinício marcado para o dia 30 de julho, no complexo da Disney, em Orlando, na Flórida, a NBA estuda uma medida para dar ainda mais voz aos protestos antirracistas que tomam conta dos Estados Unidos. A liga estudar permitir que, quando voltarem os jogos, os atletas possam trocar seus sobrenomes estampados nas camisas por mensagens abordando causas sociais.

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A informação foi divulgada pelo jornalista americano Shams Charania, do The Athletic and Stadium. Chris Paul, armador do Oklahoma City Thunder e presidente da Associação Nacional de Jogadores de Basquete (NBPA), confirmou que a iniciativa está avançando para se tornar oficial.

“Nós estamos apenas tentando continuar a jogar luz nos diferentes problemas de justiça sociais que pessoas ao redor da nossa liga continuam falando sobre dia sim, dia não. Pessoas estão dizendo que causas sociais estarão de fora da cabeça de todo mundo em Orlando. Com essas camisas, isso não irá embora”, disse o jogador ao site The Undefeated

A NBA e a NBPA anunciaram que continuam discutindo como combater o racismo e que esse será o foco principal do reinício da temporada. As camisas poderão trazer mensagens como “I Can’t Breathe” (Não consigo respirar) e “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), que se tornaram marcas dos atos que têm acontecido nos Estados Unidos e no mundo desde a morte de George Floyd, um ex-segurança negro de 46 anos, por um policial branco.

Vale lembrar que esta mesma postura já foi adotada por outras organizações esportivas que recentemente retomaram suas atividades, como a Premier League, no qual os jogadores vestiram uniformes com a frase “Black Lives Matter”.