Futebol

Globo se posiciona sobre rescisão e quer Libertadores dentro da nova realidade

Emissora ressaltou que o valor pago em dólar pelos direitos foi multiplicado pela desvalorização cambial neste período de crise

7 ago, 2020

A Globo emitiu um comunicado oficial para explicar sua decisão de rescindir o contrato com a Conmebol para a transmissão da Libertadores. Segundo a emissora, por conta da pandemia, o torneio precisa se adequar à nova realidade.

Além disso, a emissora ressaltou que o valor pago em dólar pelos direitos, foi multiplicado pela desvalorização cambial neste período de crise. Com a alta do dólar, a Globo passou a pagar quase R$ 100 milhões a mais por temporada pelo acordo.

Neste momento de suspensão do torneio, a Globo ressaltou que tentou renegociar os valores com a Conmebol, que não aceitou as novas condições. Segundo a emissora, no acordo pelo torneio já há a possibilidade de rompimento em caso de paralisação da competição por um longo tempo, como aconteceu este ano por conta da Covid-19.

Em 2018, após a Conmebol abrir licitação para a venda dos direitos da Libertadores, a Globo acertou com a entidade por US$ 65 milhões anuais, válido até a temporada de 2022.

Abaixo, a nota divulgada pela Globo:

“Diante do cenário extremamente desafiador provocado pela crise econômica e potencializado pela pandemia de COVID-19, a Globo vem fazendo uma revisão completa de seu portfólio de direitos. Nesse contexto, e tendo em vista a suspensão daquela competição por vários meses, a empresa tentou renegociar com a Conmebol o contrato da Libertadores, válido até 2022, mas infelizmente não houve acordo. Assim, não restou alternativa à Globo a não ser rescindir o contrato.

Grandes players mundiais têm sido obrigados a renegociar seus acordos sobre eventos esportivos em razão da crise econômica provocada pela COVID-19, que, no Brasil, ainda é acentuada pela desvalorização cambial, que multiplica o valor dos contratos em dólar. Como principal competição de clubes das Américas, a Libertadores continua sendo importante para a Globo. No entanto, para que sua transmissão seja viável e satisfatória para todas as partes envolvidas, ela precisa se adequar à nova realidade mundial dos direitos esportivos e à situação econômica vivida pelo país.

Por fim, é importante esclarecer que havia no contrato cláusula específica de rescisão em caso de suspensão da competição por períodos prolongados, por motivo de força maior.”