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‘O mercado de influência no esporte’, com Rafael Grostein (NWB)

30 set, 2020

Como reflexo da pandemia, um número crescente de pessoas passou a gastar mais tempo nas plataformas sociais e prestando mais atenção do que o habitual ao conteúdo dos influenciadores. No esporte, com o calendário paralisado, não foi diferente. O que se viu foi uma enxurrada de conteúdos sendo publicados como alternativa para manter os torcedores e fãs entretidos em um momento de reclusão.

De uma maneira geral, os meses foram muito desafiadores para os canais de grande audiência, como o Desimpedidos e Acelerados, que tiveram que adequar-se ao “novo momento” e paralisaram suas gravações externas e em estúdios. Reinventar foi a palavra de ordem.

Para detalhar os desafios impostos pela pandemia aos creators e o atual cenário do mercado de influência, o MKTEsportivoCast recebeu Rafael Grostein, fundador e CEO da NWB, rede de canais digitais líder de mercado e referência no vertical de esportes.

“Nosso negócio é um negócio de pessoas. Usamos capital humano para que as coisas aconteçam. Quando veio a pandemia, bateu um desespero, além das questões de saúde, de que maneira cuidaríamos da turma. Tivemos que parar tudo e partimos para uma produção de dentro de casa. Os especialistas em câmera e edição passaram a ter um papel de consultor dos nossos talentos, de como motivá-los a produzir de casa”, contou Rafael sobre o cenário que enfrentou nos últimos meses.

O profissional também detalhou como a NWB e o desimpedidos chegaram ao mercado em 2013. Um canal de humor de grande sucesso serviu de inspiração.

“Na época o marketing de influência ainda engatinhava, era mais trabalhar conteúdo fora da televisão e dos meios tradicionais. Percebíamos que existia uma oportunidade. O Porta dos Fundos foi uma referência na época, de humor e de tratar de assuntos de uma maneira autentica, o que acabou nos inspirando. O desimpedidos nasceu como uma plataforma sólida, o que ajudou no começo. Trouxemos talentos para dentro, conseguimos conectar a audiência e também as marcas, e demos solidez de negócio juntando essas duas engrenagens”, contou.

Sobre Fred, que ganhou o posto de maior influenciador do esporte no Brasil, Rafael elogiou a consciência que ele tem em relação a construção de sua imagem e de como inspira outros jovens a trilharem o mesmo caminho.

“O Fred conseguiu ocupar o espaço do fã de futebol. Ele representa aquele cara que tinha o sonho de ser um jogador ou pelo menos estar próximo, poder experienciar os grandes eventos. Ele capitalizou em cima disso e construiu uma carreira, criando uma nova profissão que ninguém esperava que fosse acontecer, naturalmente com auxílio da estrutura da NWB. Mas ele ocupou esse espaço por mérito dele. Se a cabeça do Fred não fosse voltada pra negócio e, principalmente, para a questão de imagem, certamente ele não estaria onde está e sua trajetória seria diferente”, completou.

O trabalho que a NWB oferece aos clubes de futebol, a relação da empresa com as marcas, a necessidade de se reinventar constantemente e entregar relevância, além do que esperar do mercado de influência para o futuro foram outros temas abordados no papo.