Patrocínio

Patrocinadores cobram Santos e querem rescisão com Robinho

Principais parceiros do clube esperam um posicionamento o mais rápido possível

16 out, 2020

O Santos encontra-se em uma delicada situação em relação aos seus patrocinadores. Após a Orthopride rescindir o acordo por conta da contratação de Robinhos, outros paceiros do clube se posicionaram e podem tomar a mesma decisão caso a chegada do jogador não seja cancelada.

“Depois da reportagem veiculada pelo Globoesporte.com, a nossa posição é que o clube rescinda com o jogador Robinho. Estamos aguardando a posição do clube. Se eles rescindirem, a gente mantém a parceria. Se não, a gente não vai mais patrocinar a equipe”, divulgou a Kicaldo, presente na manga do uniforme do Santos.

Tekbond, que acabou de chegar ao clube, também ameaça o cancelamento do acordo caso o contrato com Robinho não seja rescindido.

“A Tekbond repudia toda e qualquer situação de violência e promove o respeito à diversidade e a inclusão em suas operações. A empresa não teve conhecimento prévio sobre a contratação ou intenção do clube em contratar jogadores. Manifestamos nossa preocupação sobre o fato ao Santos assim que soubemos e, neste momento, a continuidade do nosso patrocínio está condicionada ao cancelamento da contratação do jogador pelo clube”, declarou a marca.

A Philco, presente nas costas da camisa, também se manifestou por meio de um comunicado e repudiou a chegada do atacante.

“A Philco vem a público informar que já encaminhou nota ao Santos Futebol Clube. E manifesta que repudia veementemente a contratação do atleta Robinho, após a constatação dos fatos. Sempre mantivemos forte parceria com o time e seus torcedores, porém neste momento exigimos a rescisão imediata com o atleta. Caso contrário, a Philco irá revogar o contrato, pois a situação não compactua com os valores da marca. NENHUM ATO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER DEVE SER TOLERADO”, divulgou.

A Kodilar, que expõe sua marca na meia, já entrou em contato com a diretoria do Santos e espera um posicionamento “até hoje no final do dia”.

A Foxlux, que desfruta de visibilidade na barra traseira da camisa, emitiu um longo comunicado, fazendo coro ao que já foi divulgado pelas demais parceiras.

“O Grupo Foxlux sempre acreditou e continua acreditando no esporte como ferramenta de transformação das pessoas além de ser uma estratégia de impulsionamento de nossas marcas. Continuaremos fazendo isto em todas regiões que atuamos, focados no resultado positivo que o esporte pode construir.

Reforçamos que o contrato de patrocínio a um clube de futebol profissional não nos dá nenhuma ingerência nas ações operacionais do clube incluindo contratação e dispensa de seus profissionais, porém os fatos dos últimos dias, de forma direta, acabam impactando nossas marcas e conflitam com nossos valores de atuação.

Desta forma e diante das novas divulgações apresentadas solicitamos ao Santos Futebol Clube informações de quais ações serão tomadas em relação ao ocorrido para que possamos decidir as melhores atitudes a serem adotadas. Reforçamos que a decisão do Clube quanto aos profissionais que ali trabalham cabem apenas ao clube, e para nós, como patrocinadores, cabe buscar a associação a propriedades que nos tragam boas experiências e percepções.

O certo é que o Grupo Foxlux tem em seus valores “atuar de maneira ética e respeitosa seguindo as normas da empresa e principalmente as regras e leis da sociedade e dos mercados em que atuamos.” e tomaremos as atitudes necessárias que não nos vinculem a situações que não compactuam de nossa atuação no Brasil mesmo que de forma indireta como é este caso.

Aguardamos os desdobramentos das próximas horas”.

Outra que também exigiu a saída de Robinho é a Brahma, que desde o último dia 1° vinha tratando com a diretoria do clube a renovação do contrato.

“O contrato de patrocínio entre a Cervejaria Brahma e o Santos Futebol Clube se encerrou no dia 1° de outubro deste ano e não foi renovado. Repudiamos veementemente os fatos relatados e não discutiremos sobre a renovação enquanto o jogador tiver contrato com o clube. Agradecemos ao clube pela parceria nesses últimos anos e seguimos ao lado das torcedoras e dos torcedores”.

Casa de Apostas também se manifestou:

“Como uma das patrocinadoras do Santos FC, a Casa de Apostas está atenta a todas as movimentações e informações envolvendo a contratação de Robinho. Diante dos novos fatos, notificamos o clube sobre a impossibilidade da continuidade do contrato de patrocínio caso se mantenha a decisão em prosseguir o vínculo com o jogador. Aguardamos a decisão final da diretoria do clube, até segunda-feira (19), para definirmos o futuro da parceria”.

Por fim, a Umbro, parceira de material esportivo do Santos, emitiu um comunicado:

“A Umbro Brasil vem a público esclarecer que solicitou para a próxima semana uma reunião extraordinária com a diretoria do Santos Futebol Clube, onde apresentará todos os fatores de risco referentes ao caso do atleta Robinho. Deste encontro sairá a definição de posicionamento da marca. Esclarecemos também que, como fornecedora de material esportivo, diferentemente de um patrocínio comum, a Umbro tem por contrato um amplo calendário de entregas com todos os ativos do clube, além de lojistas e todo ecossistema comercial, com os quais terá que arcar ainda em 2020”.

Na manhã desta sexta-feira (16), o site GloboEsporte.com detalhou as transcrições nas quais Robinho revelou participação no ato que levou uma mulher albanesa a acusar o atleta e amigos por estupro coletivo, em Milão, na Itália. Diante do teor das conversas, os patrocinadores do Santos prontamente se posicionaram. Até aqui, Oceano B2B (barra frontal) e Unicesumar (calção) não se pronunciaram.