Indústria

Com portões fechados, futebol brasileiro deixa de arrecadar R$ 600 milhões

Estudo foca na ausência de arrecadação de bilheteria, sócio-torcedor, e venda de produtos e serviços nos dias de jogos

7 nov, 2020

Três meses após o início do Campeonato Brasileiro, já começa a ser possível fazer um balanço do impacto dos portões fechados nos cofres dos clubes. De acordo com um levantamento feito pela consultoria EY e publicado na “Folha de S. Paulo”, os times da elite devem deixar de arrecadar, pelo menos, R$ 600 milhões nesta temporada que se estenderá até fevereiro de 2021.

A conclusão contempla a perda de arrecadação de bilheteria fruto dos portões fechados, além de receitas oriundas do sócio-torcedor, e venda de produtos e serviços nos dias de jogos com torcida presente.

O cálculo feito pela EY aponta que, em 2019, as 20 equipes mais bem colocadas no ranking da CBF arrecadaram um total de R$ 952 milhões com receita de matchday, que inclui ingressos, sócio-torcedor, venda de camarotes nos estádios, além de produtos e serviços comercializados nos estádios em dias de jogos.

Para este ano, a EY calcula que os ganhos com essas fontes de faturamento ficarão limitados a quase 1/3 desse valor, cerca de R$ 350 milhões. Portanto, mais de R$ 600 milhões deixariam de entrar nos cofres dos clubes. A conta considera também a Copa Continental do Brasil e Libertadores.

Focando apenas nos ganhos de bilheteria do Brasileirão, a perda de arrecadação deve passar de R$ 300 milhões. Em 2019, os 380 jogos do torneio geraram um faturamento de R$ 282 milhões com o público nos estádios.

Em São Paulo, o G4 estima perdas de R$ 250 milhões. Palmeiras (R$ 86 milhões) e Corinthians (R$ 82 milhões) lideram neste quesito, com o São Paulo projetando perdas de R$ 65 milhões, e o Santos R$ 11 milhões no ano.