Indústria

FIFA vai proteger direitos das jogadoras durante a gravidez

Entidade estabeleceu padrões mínimos de proteção para jogadores e técnicos, e entre eles está a reforma relacionada à maternidade

20 nov, 2020

A FIFA está atualizando uma das principais reivindicações do futebol feminino, entre eles está a reforma relacionada à maternidade.

As jogadoras e a comissão técnica terão direito a uma “licença mínima obrigatória de 14 semanas”, sem perder nenhum direito, pois a entidade exigirá que os clubes “mantenham pelo menos dois terços do salário” que estabeleceram com o jogador no contrato. Qualquer clube que rescinda o contrato de trabalho com uma jogadora durante a gravidez será obrigado a pagar uma compensação e uma multa, podendo ainda ficar impedido de contratar novas atletas durante um ano.

“A ideia é proteger as jogadoras antes, durante e após o parto. O clube ficará obrigado a reintegrar as jogadoras e lhes proporcionar todo o suporte médico necessário”, explicou a FIFA, em um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (19).

“Queremos ver mais mulheres jogando futebol e, ao mesmo tempo, terem uma família”, disse Sarai Bareman, chefe do futebol feminino da FIFA.

O Comitê de Intervenientes de Futebol da Fifa afirmou que “nenhuma jogadora deve se sentir em desvantagem pelo fato de ter engravidado” e, desta maneira, também deve receber de seu clube todas as facilidades para reintegrá-la ao time, bem como receber apoio médico e físico durante este processo.

Ainda segundo a entidade, muitas jogadoras da Europa já contam com a proteção da lei trabalhista de seus países, mas a FIFA almeja criar “novos padrões mínimos globais” para jogadoras, dada a emergência rápida de novos clubes e ligas femininas no mundo.

As novas regras são vistas como mais um passo em direção ao profissionalismo no futebol feminino e deverão ser aprovadas durante a próxima reunião do Conselho da Fifa, no próximo mês, e entrar em vigor no dia 1.º de janeiro de 2021.