Yoshiro Mori, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, deixou a organização. O dirigente fez declarações machistas durante reunião com outros membros da organização e optou por renunciar ao cargo.
“Minha declaração provocou muito caos. Desejo renunciar como presidente a partir de hoje. Vou renunciar ao cargo de presidente do comitê”, disse Mori, durante seu discurso na reunião realizada nesta sexta em Tóquio, a primeira parte da qual foi aberta à mídia”, disse Mori.
Mori disse no dia 3 de fevereiro que mulheres “têm dificuldades” em ser concisas e “têm o espírito de competição”. Desde então, a pressão sobre ele e o Comitê aumentou. Na quarta-feira, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, afirmou que não estava entre seus planos comparecer a uma reunião sobre os Jogos, marcada para o final deste mês, “porque não seria uma mensagem positiva dada a situação atual”.
Por fim, Mori afirmou ao jornal Mainichi que falou “sem pensar” e que recebeu broncas da esposa e da filha.
“Estava tentando dizer que questionava a opinião geral de que devemos aumentar o números de mulheres em cargos executivos, mas não queria menosprezar as mulheres”, declarou.
A Olimpíada de Tóquio foi adiada em um ano em 2020, devido à pandemia de Covid-19, e agora está prevista para ocorrer entre 23 de julho a 8 de agosto.





