Streaming

Com streaming próprio, FPF coroa sucesso de estratégia digital

Federação Paulista de Futebol iniciou em 2016 um novo posicionamento fechando parcerias com plataformas e ampliando a entrega de conteúdo

16 fev, 2021

O presente é o streaming. E a Federação Paulista de Futebol sabe disso. Há cinco anos a entidade iniciou um amplo projeto de digitalização de suas propriedades e focou em democratizar o acesso aos seus torneios. O primeiro passo foi olhar para dentro e entender o que poderia ofertar para o mercado.

“O nosso grande start foi uma analise das competições. A federação organiza 17 torneios anuais e dentro deles são mais de 4 mil jogos. E destes 4 mil jogos, apenas 200 eram transmitidos por algum meio. E todos por veículos tradicionais, entre tv aberta, fechada e PPV. Portanto, tínhamos a possibilidade de ofertar aos torcedores uma grande quantidade de partidas”, disse Bernardo Itri, Vice-presidente de Comunicação e Marketing da Federação Paulista de Futebol, em entrevista ao MKTEsportivoCast.

O executivo citou o pontapé inicial que foi dado com a parceria com a Mycujoo, fechada em 2016, que acabou por diminuir os custos de produção que a federação teria nas transmissões. De 2016 até 2019, a FPF saltou de 46 jogos ao vivo no streaming para 1.1 mil. Em 2020, mesmo com uma paralisação total do esporte, a entidade ainda conseguiu colocar 800 partidas nas plataformas e na FPF Tv.

Outro diferencial da Federação Paulista de Futebol foi buscar um posicionamento multiplaforma, negociando os seus torneios entre as principais redes sociais do mercado, como o Facebook, que comprou os direitos Copa São Paulo e do Paulistão feminino de 2020. Mais recentemente, a FPF levou a decisão do Paulista sub-20 para a Twitch, liberando o sinal da final em canais muito populares e que são referência nos eSports, como Gaules e Fallen.

“O nosso projeto está relacionado a entender o que essas plataformas precisam, o que faz sentido para elas monetizarem e terem retorno com futebol. Do nosso lado, é olhar para nossas propriedades e competições. Tudo tem que fazer sentido para os dois. É encaixar o interesse para que no final tenhamos um resultado relevante e mostre para elas que funcionou”, completou.

Com uma expertise adquirida, o próximo passo foi a criação de um streaming próprio, que chegou este ano com o Paulistão Play. Além dos jogos ao vivo, o objetivo da Federação é se aproximar dos torcedores, proximidade esta que encontrou uma natural barreira nos últimos anos ao utilizar um serviço terceirizado de outras empresas.

“Temos a intenção de entender mais do usuário, conversar de uma maneira mais direta. O próximo passo é colocar competições que não temos direitos comercializados com exclusividade dentro da plataforma, engajar clubes e torcedores, para que possamos construir um produto próprio. Teremos não somente transmissões, mas também conteúdos e benefícios aos torcedores. É o passo mais ousado que demos no nosso segmento de streaming”, finalizou Bernardo.