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Cores da bandeira russa no carro causam polêmica na Haas

Decisão da Corte Arbitral do Esporte proíbe exibição da bandeira e do nome do país por dois anos por escândalo de doping

Cores da bandeira russa no carro causam polêmica na Haas

09 de março de 2021

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A Haas apresentou o seu novo carro para a temporada 2021 da Fórmula 1 e causou polêmica. No caso, por adotar o azul, vermelho e branco da bandeira da Rússia, país do piloto Nikita Mazepin. O jovem é responsável por um aporte de € 35 milhões para a escuderia e pela chegada da empresa russa de fertilizantes Uralkali, de propriedade de Dimitry Mazepin, pai de Nikita.

No entanto, o problema é que esportistas russos estão proibidos de usar a bandeira do país em eventos esportivos por dois anos após sanção da Corte Arbitral do Esporte dado um recente escândalo de doping.

Segundo Gunther Steiner, chefe da Haas, o novo layout do carro já estava decidido antes do veredito da Agência Mundial Antidoping (Wada), e que esta não foi uma maneira de contornar a sanção.

“Não contornamos nada. Nós criamos essa pintura já no ano passado, antes que tudo isso saísse da Wada sobre a bandeira russa. Obviamente não podemos usar a bandeira russa como bandeira russa, mas você pode usar cores no carro. No fim, é o atleta que não pode mostrar a bandeira russa e não a equipe, a equipe é americana”, disse Steiner.

De acordo com a Wada, “atletas russos não devem exibir publicamente nenhum emblema nacional ou outro símbolo nacional da Federação Russa, incluindo, sem limitação, em suas roupas, equipamentos ou outros itens pessoais.”

Já prevendo algum tipo de problema, a Haas chegou a consultar a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o caso para não correr riscos de infringir alguma regra. No entanto, a pintura foi autorizada por não ferir a determinação do CAS.

Mazepin não pode competir em eventos oficiais como atleta russo. Em princípio, ele deve figurar como “atleta neutro da Rússia”.

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