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‘Por dentro da Arena MRV’, com João Márcio Coelho Jr

6 abr, 2021

O Clube Atlético Mineiro completou 113 anos de história no último dia 25 de março de olho em um futuro mais glorioso. E a aposta atleticana passa, também, por um sonho que se tornará realidade em breve: a Arena MRV. Diante deste grandioso projeto, torcedores, investidores e jogadores enxergam o clube com um olhar diferente, muito mais otimista.

Para já trazer todos os detalhes da futura casa atleticana, o MKTEsportivoCast desta semana conversou com João Márcio Coelho Jr, gerente de marketing da Arena MRV. Logo de cara, o executivo abriu alguns números e exaltou a importância do departamento comercial neste momento inicial. O objetivo é que o estádio fature R$ 220 milhões na venda de camarotes e cadeiras cativas, fora restaurantes, lojas, estacionamento e eventos. A previsão é um faturamento superior a R$ 100 milhões por temporada. Este número é baseado em anos de atividades do local, não em seu período inaugural.

“Camarotes já esgotaram. Dos 80, restam apenas 5. Suspendemos a comercialização deles por entender que já esteja bem adiantada a venda e para que possamos utilizar com algum patrocinador. Cadeiras vendemos mais de 1 mil das 4 mil disponíveis. Estamos conversando com algumas empresas que já estão interessadas em nos patrocinar”, adiantou João Márcio.

O executivo fez questão de explicar a confusão que existe sobre a participação da MRV nas decisões envolvendo a Arena. Neste caso, a empresa é uma patrocinadora, sem ter influência nas decisões gerenciais que são tomadas, ainda que as informações sejam compartilhadas entre todas as partes envolvidas.

“A MRV é uma patrocinadora do estádio, detentora do naming rights, não é ela que constrói ou faz a gestão da arena. Existe uma relação próxima, mas a negociação comercial é feita diretamente com a Arena MRV. É uma gestão própria. Somos uma arena do Galo, estamos sempre muito próximos do clube, mas temos autonomia para tomar as decisões. A negociação é com o CEO da Arena MRV, e naturalmente dividimos as informações com o clube e o conselho dos quais fazem parte o Rafael e o Rubens Menin, com Ricardo Guimarães, do BMG, além do presidente do Atlético e do deliberativo”, explicou o profissional.

Outro ponto importante é que, desde o início do projeto, o estádio tem o seu nome comercializado. Ele já ser erguido com o naming rights vendido impactará positivamente em outras propriedades do estádio.

“Um estádio já nascer com o naming rights vendido é super benéfico para o projeto e para o patrocinador. Em nenhum momento surgiu um apelido para a arena. É um facilitador para que a marca tenha o seu retorno. Isso vale para outras propriedades que temos, como sector rights, que são setores com nomes de empresas. A MRV sabe utilizar muito bem todos os benefícios e os atributos de um patrocínio”, comentou.

A precificação para não afastar o torcedor de baixa renda, o que fará para ser a arena mais tecnológica do Brasil e o impacto que o estádio terá nas dívidas do clube, foram outros pontos debatidos no papo. Ouça no player abaixo ou no Spotify.