Futebol

Após Rogério Caboclo escapar de exclusão, CBF muda de presidente

Ednaldo Rodrigues assume provisoriamente e vira 7º presidente da entidade em 10 anos

Após Rogério Caboclo escapar de exclusão, CBF muda de presidente

26 de agosto de 2021

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Após o Comitê de Ética da CBF recomendar o afastamento por mais 12 meses Rogério Caboclo do cargo de presidente da confederação, considerando que ele teve apenas “condutas inapropriadas” sobre as acusações de assédios moral e sexual contra funcionárias, a entidade mudou às pressas sua presidência na tarde de quarta-feira (25). Trata-se de Ednaldo Rodrigues, que substitui o coronel Antônio Carlos Nunes.

A reunião contou com os oito vice-presidentes da CBF e, posteriormente, referendada informalmente em encontro de Ednaldo com os presidentes das 27 federações estaduais. Sete vices decidiram desistir do direito ao cargo para conduzir Ednaldo à função interina de presidente da CBF. A princípio, ele ficará à frente da entidade até que Rogério Caboclo seja reconduzido à presidência, algo que pode acontecer em agosto de 2022.

“Como o Estatuto Social da CBF não prevê a forma de substituição do presidente em caso de afastamento temporário, como o que presentemente ocorre, visto que tal substituição não está contemplada nas hipóteses do art. 61 (ausência, licença ou impedimento), nem tampouco na hipótese do art. 62 (vacância) e considerando que, uma vez afastado, o presidente fica privado da prática de qualquer ato administrativo, todos os vice-presidentes da entidade – únicos possíveis substitutos – dispuseram formalmente de seu direito de substituição temporária em favor do vice-presidente Ednaldo Rodrigues Gomes, que assume interinamente a presidência”, declarou a CBF em nota oficial.

Ednaldo Rodrigues deve convocar uma Assembleia Geral reunindo as federações para decidir o destino de Rogério Caboclo, que já divulgou que deve recorrer das decisões tomadas desde terça e disse que essas atitudes foram articuladas pelo ex-presidente da entidade Marco Polo Del Nero, que está proibido de exercer qualquer atividade no futebol após ser banido pela FIFA por corrupção.

Na última década, a CBF já foi comandada por Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo del Nero, Marcus Vicente, Antônio Carlos Nunes e Rogério Caboclo.

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