Indústria

COB aprova orçamento de R$ 388.2 milhões para 2022

Cerca de R$ 326 milhões (ou 86% do total) serão investidos em ações esportivas

COB aprova orçamento de R$ 388.2 milhões para 2022

09 de dezembro de 2021

2 minutos de Leitura

A Assembleia do Comitê Olímpico do Brasil (COB) aprovou um orçamento de R$ 388,2 milhões para 2022. Do total, a entidade afirma que R$ 326 milhões serão investidos em ações esportivas. As modalidades olímpicas receberão R$ 165 milhões em recursos vindos da Lei Piva, que contempla cerca de 1,7% da arrecadação das loterias da Caixa Federal para o esporte olímpico brasileiro.

A Assembleia contou com representantes das confederações olímpicas, membros da Comissão de Atletas do COB e Bernard Rajzman, medalhista de prata no vôlei em Los Angeles 1984 e atual membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

“Ano a ano estamos conseguindo aumentar os valores do repasse às modalidades olímpicas. A correta aplicação desta verba traz evolução e aumenta as chances de as entidades receberem um volume superior nos próximos anos”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

Além dos R$ 165 milhões de recursos da Lei Piva, o COB investirá R$ 29 milhões no Programa de Preparação Olímpica. Já R$ 28,2 milhões irão para missões envolvendo os Jogos de Inverno de Pequim, Jogos Sul-Americanos da Juventude de Rosário e Jogos Sul-Americanos de Assunção, Pan-Americano de Santiago 2023 e a Olimpíada de Paris 2024. Por fim, R$ 12 milhões serão gastos com a Área de Desenvolvimento Esportivo e R$ 14.2 milhões irão para o Centro de Treinamento Time Brasil.

“O COB vai aprimorar o CT com a criação do novo Centro de Saúde e Performance. Acreditamos que essa obra no Parque Aquático Maria Lenk vai alavancar nossa participação nas missões de 2023 e 2024. A expectativa é que comece e termine em 2022”, acrescentou Rogério Sampaio, ouro no judô em Barcelona 1992 e atual diretor geral do COB.

Para o ciclo olímpico que envolve Paris 2024, o repasse está baseado em 13 critérios, sendo onze esportivos e dois de gestão, que representam 50% do orçamento destinado às entidades, sempre respeitando a meritocracia.

“Entendemos que a meritocracia é fundamental para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro. A aplicação eficiente dos recursos melhora os resultados. Por isso, conseguimos alcançar os ótimos resultados neste ciclo, o que nos mantém confiantes para os Jogos de Paris”, acrescentou Sampaio.

Compartilhe